Há poucos meses para a realização da COP30 em Belém, a busca por recursos financeiros alternativos para a realização da conferência é uma realidade.
O jornal o Globo publicou nesta segunda-feira, 3, uma matéria sobre como esse desafio financeiro está sendo enfrentado.
Segundo o jornal, o desafio é ampliar os US$ 300 bilhões anuais (R$ 1,77 trilhões) aprovados na COP29 em Baku, no Azerbaijão, para algo próximo a US$ 1,3 tri- lhão (R$ 7,67 trilhões).
O presidente Lula reconheceu que o maior dos obstáculos é o líder dos Estados Unidos, Donald Trump. O americano retirou os EUA do Acordo de Paris, tratado internacional para reduzir a emissão de gases poluentes, e revogou o plano internacional de financiamento climático do país.
Para driblar essas resistências e evitar um fiasco na COP3, a estratégia do governo Lula para angariar recursos é utilizar todos os fóruns possíveis. O G20 é um exemplo. Na presidência do grupo formado pelas maiores economias do mundo, o Brasil colocou o tema em discussão e conseguiu emplacar, na declaração dos líderes que se reuniram em novembro no Rio, o compromisso de intensificar esforços para garantir a sustentabilidade ambiental e climática.
Porém, o que existe hoje é uma gota no oceano. Os fundos climáticos, por exemplo, desembolsam de US$ 2 bilhões (R$ 11,8 bilhões) a US$ 3 bilhões (R$ 17,7 bilhões) por ano, quando nem os US$ 300 bilhões que saíram da COP29 estão certos.
Além dos desafios financeiros e ambientais, especialistas ouvidos pelo O Globo afirmam que a diplomacia brasileira terá dificuldades para alcançar a meta em meio a um cenário de protecionismo global e frente ao aumento de conflitos e tensões pelo mundo.
Créditos da imagem: Agência Pará.