700 bilhões: Petrobras atinge recorde de valor de mercado após descoberta no Amapá
Empresa adicionou R$ 20,9 bilhões ao seu valor de mercado
A Petrobras atingiu R$ 700,08 bilhões no encerramento do pregão na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo, nesta sexta-feira, 02, batendo o recorde de valor de mercado, como informado pela própria companhia.
O recorde ocorreu após o anúncio de uma nova
descoberta de petróleo em águas ultraprofundas, na Bacia Sedimentar
da Bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial brasileira.
Somente
na sexta-feira, a empresa adicionou R$ 20,9 bilhões ao seu valor de
mercado. As ações preferenciais avançaram 2,81%, enquanto as
ordinárias registraram alta de 3,25%.
Em
coletiva de imprensa, também na sexta, a presidente da Petrobras,
Magda Chambriard, disse que a segunda descoberta de petróleo no poço
Morpho, na bacia da Foz do Amazonas, aumenta as expectativas pela
abertura de uma nova fronteira exploratória no país.
Estudo
da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), ligada ao Ministério de
Minas e Energia, estima que o volume potencial total recuperável da
Bacia da Foz do Amazonas pode chegar a 10 bilhões de barris de óleo
equivalente ─ medida que soma barris de petróleo e metros cúbicos
de gás natural.
Recordes
anteriores
Ao longo de 2026, a Petrobras atingiu recorde de valor de mercado três outras vezes: em 15 de setembro, quando atingiu R$ 692,35 bilhões; em 14 de abril, com R$ 680,10 bilhões; e em 30 de março, com R$ 677,24 bilhões.
De
janeiro a setembro, a soma do aumento de valor de mercado da
Petrobras com os proventos (dividendos e juros sobre capital próprio)
gerados representaram um resultado de cerca de 185% (em dólar) de
geração de valor. O resultado, como informou a empresa, está acima
do registrado por outras grandes petroleiras, como Chevron (138%),
ExxonMobil (138%), TotalEnergies (135%), Shell (133%) e BP (131%).
Impactos
ambientais
Na segunda-feira, 28, o Ministério Público Federal (MPF) voltou a pedir na Justiça a suspensão da licença ambiental concedida à Petrobras para explorar petróleo na bacia da Foz do Amazonas.
A
ação, protocolada no Tribunal Regional Federal da 1ª Região
(TRF1), pede a paralisação imediata de qualquer atividade de
perfuração ou teste no bloco marítimo FZA-M-59.
O
MPF argumenta que fatos recentes comprovam a insegurança da
atividade na região, como o vazamento de mais de 18 mil litros de
fluido químico no mar na operação de uma sonda em janeiro deste
ano.
Para
os procuradores, outro ponto central é a ausência de consulta
prévia, livre e informada aos povos indígenas e às comunidades
quilombolas e de pescadores artesanais do Amapá e do Pará, um
direito garantido pela Convenção nº 169 da Organização
Internacional do Trabalho (OIT).
Com
informações e imagem: Petrobras/AB
