A força da fé e a ida de Leão XIV à França
Parem
as máquinas! E esqueçam os veteranos Lionel Messi, Cristiano
Ronaldo, Roger Federer, Novak Djokovic, Rafael Nadal e LeBron James. Kimi
Antonelli?, esquece. Os ególatras Donald Trump, Vladimir Putin, Xi
Jinping ou Elon Musk? Forget about!
Pra quem ama
listas como este que vos fala, a personalidade mais influente em seu
ramo de atuação; a pessoa mais importante do ponto de vista do seu
talento extraordinário; a força da natureza lapidada que torna este
ser humano o maior em seu tempo, o melhor, o goat (maior de
todos os tempos em tradução livre), que habita este mundo caótico
na contemporaneidade é o Santo Papa Leão XIV.
O
pontífice tem sido uma unanimidade em sua santidade que busca a paz
entre os homens, a temperança nas falas e pronunciamentos, a
tolerância religiosa entre os povos do Ocidente e Oriente, tudo em
meio a um sorriso maroto que transcende humildade, sabedoria,
desapego.
Filho de pai com origens na França e Itália, e
mãe com ascendência espanhola, Robert Francis Prevost, para
desgosto do gabola mor Donald Trump, nasceu nos EUA.
Para
além das discordâncias públicas diante de manifestações,
decisões e pronunciamentos pra lá de polêmicos do líder
americano, Leão XIV tem sido um crítico sóbrio e sábio do seu
conterrâneo.
Escolha
do nome
Peruano por naturalização, país onde serviu por
mais de duas décadas no meio dos mais necessitados, o Papa escolheu
o nome em homenagem a Leão XIII em razão, exatamente, da sua
preocupação social.
Dignidade humana
No
início do seu pontificado, ele justificou a escolha do nome por se
sentir chamado a seguir uma linha baseada no Evangelho. Assim como
Leão XIII enfrentou os desafios da primeira Revolução Industrial,
o cardeal Prevost declarou, em 2025, que a Igreja deveria responder
aos impactos modernos, como a inteligência artificial e as
transformações no trabalho, defendendo a dignidade humana.
“O
nome também sinaliza um compromisso com os mais pobres e com os
valores de paz, justiça e fraternidade, alinhando-se aos princípios
sociais da Igreja”, também declarou a Santa Sé em comunicado à
época.
Soft power
Às suas convicções
e crenças, o Pontífice, desde então, tem pregado sem radicalismos,
viés político, intromissões indevidas em assuntos de Estado e,
desde aquele maio do ano passado, encantado o mundo pelo seu perfil
discreto, sábio, equilibrado, humilde e sereno.
Valores
de paz
Outro marco deste início de pontificado tem sido sua
busca pela paz e tolerância religiosa. Sua primeira viagem
apostólica foi à Turquia e ao Líbano, onde defendeu que a paz não
é apenas um equilíbrio de forças ou armamentos, mas, sim, uma
construção diária baseada no diálogo, na justiça e na proteção
da vida.
Triunfo
na França
Pois eis que o mundo cristão celebrou a ida de
Leão XIV à França nesses dias de setembro, onde celebrou neste
sábado, 26, na capital, Paris, uma missa apoteótica para 800 mil
católicos.
Em imagens que correram (e emocionaram) o
mundo, uma multidão acompanhou o desfile do papamóvel por toda a
extensão da mítica avenida de Champs Elysees,
do Arco do Triunfo ao seu final, culminando com a missa campal
no coração da Cidade Luz, em meio ao aumento de batismos de adultos
no país.
“Centenas de milhares de pessoas lotaram a icônica avenida Champs-Élysées, em Paris, capital da França, para assistir a uma missa campal com o Papa Leão XIV no sábado, um sinal do apelo duradouro da Igreja Católica no país, que outrora foi fervorosamente católico, mas é oficialmente laico”, escreveu o portal G1.
A
multidão ultrapassou em mais de 200 mil franceses o número de
presentes que haviam se inscrito previamente, disse o Vaticano.
“A
participação demonstrou a influência da Igreja na França, apesar
da queda na frequência e das tendências secularizantes que têm
esvaziado igrejas por toda a Europa”, disse o G1, reproduzindo
texto da Associated Press (AP).
“(...)
O papa cumprimentou a multidão que agitava bandeiras e o aclamava de
dentro de seu papamóvel durante um desfile de 2 quilômetros ao
longo do grande boulevard que leva à Praça da Concórdia para a
missa, essencialmente o coração de Paris e um símbolo da república
francesa.”
Em sua homilia, Leão pediu para a multidão que não guardasse sua fé para si mesma, mas que a deixassem "transbordar, para que aqueles que encontrarem sejam revigorados e tenham sua sede saciada".
“Desta
bela cidade de Paris, oro fervorosamente para que a água viva do
Espírito Santo flua por toda a França”, disse ele.
“O
fervor atravessou gerações. Dezenas de bebês e crianças pequenas
eram trazidas da multidão para que Leão XIV as acariciasse na
cabeça enquanto passava lentamente no papamóvel”, acrescentou o
texto.
A visita começou na sexta-feira, 25, com a
chegada e oração de Leão XIV na Catedral de Notre Dame restaurada,
a primeira de um papa desde o devastador incêndio que atingiu a
catedral em 2019. Depois de Paris, Leo seguiu para o santuário
católico de Lourdes.
“Na manhã de sábado, no Instituto Católico de Paris, o papa disse estar surpreso com o número de novos convertidos nos últimos anos”.
“Devemos
reconhecer, acolher e proteger a pequena chama que o Espírito Santo
acendeu na escuridão da noite, a minúscula semente que se esforça
para crescer mesmo em meio aos espinhos”, disse Leão
XIV.
Confesso até aqui a minha emoção ao assistir as
imagens que correram o mundo.
A
força da fé por Santo Agostinho (354-430)
Membro
da Ordem de Santo Agostinho, Leão XIV se define como filho daquele
santo pensador da igreja. Ele pertence à tradição agostiniana,
tendo ingressado no noviciado da ordem em 1977.
Desde que
assumiu o papado em maio de 2025, ele frequentemente cita frases e
ensinamentos de Santo Agostinho em seus pronunciamentos
oficiais.
Pois muito bem, após as demonstrações de fé
e crença que vimos esses dias na França de Joana d’Arc, tomemos
como exemplos alguns ensinamentos do sábio Agostinho e a força da
fé.
Para Santo Agostinho, a força da fé é a raiz da
existência humana e o motor que une a inteligência e o amor na
busca por Deus.
Ele
comparava a fé à raiz de uma planta, dizendo que ela é tão
essencial para a vida humana quanto a raiz é para o vegetal.
Antes
de ser apenas um conjunto de dogmas, a fé é uma disposição íntima
de entregar-se confiantemente aos cuidados de Deus, também dizia.
Para Agostinho, a fé funciona como "olhos próprios"
que permitem à alma enxergar e abraçar aquilo que os sentidos
físicos não alcançam.
"Creia
para poder compreender e compreenda para poder crer" é uma de
suas frases mais famosas e demonstra que a fé e a razão atuam como
duas asas.
“A
escolha inicial de confiar em Deus já passa por um ato da razão,
que busca uma fonte segura e verdadeira”. “A fé purifica o
coração e elimina a autossuficiência intelectual, abrindo espaço
para um entendimento mais profundo da verdade”, também pregava
Santo
Agostinho percebera que a vontade humana, enfraquecida pelo pecado,
não se bastava a si mesma; “a verdadeira força para vencer as
paixões vem da graça de Deus concedida pela oração”, alertava.
Ele
ensinava ainda que Deus não deve ser procurado apenas no mundo
exterior, mas na profundeza da própria alma, onde habita a verdade
que transforma o coração.
Joana
d’Arc (1412-1431)
Falar em fé, força, crença e visita à
França torna imperativo citar Joana d’Arc.
Para a
camponesa francesa, a força da sua fé foi o motor inabalável que a
transformou de uma jovem analfabeta em líder militar e
heroína nacional da França durante a “Guerra dos Cem Anos".
A
origem da sua fé se fundamentava nas “vozes divinas” com as
orientações de São Miguel, Santa Catarina e Santa Margarida. Ela
acreditava ter sido diretamente enviada por Deus para salvar a França
e coroar o rei Carlos VII.
Segundo
a heroína francesa, a fidelidade a esses chamados divinos vinha
acima de qualquer convenção ou medo humano. Foi assim que aquela
jovem santa liderou tropas e esteve à frente de cercos importantes,
movida pela convicção de que a vitória pertencia a Deus.
De
posse dessa fé inabalável, ela, mesmo diante de pressões intensas,
ameaças de tortura e da fogueira, manteve sua postura firme. Como
legado, Joana d’Arc tornou-se padroeira da França.
Mensagem
aos devotos de Maria de Nazaré
Na última quarta-feira, 23,
Belém e os devotos de Nossa Senhora de Nazaré fomos premiados pela
mensagem papal diante da proximidade do Círio de Nazaré de 2026.
A
mensagem foi encaminhada ao arcebispo metropolitano de Belém, Dom
Júlio Endi Akamine, e assinada pelo cardeal Pietro Parolin,
secretário de Estado do Vaticano.
Ao final do documento,
o núncio apostólico no Brasil, Dom Giambattista Diquattro, também
manifesta votos de oração pelo êxito da festividade, definida como
uma significativa manifestação de fé do povo paraense.
“Ao
celebrarem-se as Festividades do Círio de Nazaré, no segundo
domingo do mês de outubro, sua Santidade Leão XIV envia uma cordial
saudação a todos os fiéis devotos da Virgem Santíssima, que
recorrem a Ela com serena confiança e filial gratidão pelas graças
recebidas por meio de sua maternal intercessão.
Ciente
de que o tema deste ano para os dias festivos do Círio apresenta
Nossa Senhora como Modelo de Ação Missionária, o Santo Padre
deseja que a participação nesta singular manifestação de fé
suscite em todos um novo ardor no Anúncio do Evangelho.
Neste
sentido, o Papa Leão XIV súplica ao Altíssimo, por intercessão da
Senhora da Berlinda, abundantes graças e favores celestiais sobre
todos os seus devotos. E, como penhor de tais preces, O Santo Padre
concede-lhes a Bênção Apostólica."
Pietro
Card. Parolin
Secretário de Estado
Com
efeito, ainda emocionado e inebriado pelas imagens da França, a
mensagem do Sumo Pontífice e cada gesto santo deste pontificado até
aqui que prima pela bondade, sabedoria, retidão, serenidade,
Santidade, humildade, generosidade e tantas outras qualidades, fica a
lição de que, amar e confiar em Leão XIV, torna a vida cotidiana
mais amena, serena e esperançosa diante de tanta boçalidade e
iniquidade presentes em Brasília, Washington, Moscou ou anywhere.
Repito: Que Messi, que nada!
Em face das suas qualidades espirituais, intelectuais e de líder genuíno pelo exemplo, o nosso Da Vinci;
o Michelangelo; o Newton; o Einstein; o nosso GOAT
contemporâneo atende pelo nome (escolhido) de Leão XIV.
Pelo
menos este “leão” não decepciona jamais.
Habemus
Papam!
Amém!!!!!
Crédito imagens: www.vatican.va - e reprodução
