Até 2027, Paysandu!
É só isso. Não tem mais jeito. Acabou o ano, Paysandu. Hora de recolher a máquina de calcular, de deixar de se agarrar na mística do improvável, e pendurar a bandeira até o ano que vem.
O ano começou em festa com uma sensação inebriante: a de ter um time movido à garra de garotos obstinados e apaixonados pelo Paysandu. Vieram 3 títulos. Sim, o torcedor bicolor virou Rei no primeiro semestre, erguendo a Tríplice Coroa. E ainda viu um de seus filhos voar alto nas asinhas de seu escudo. Um jogador que quando criança comemorava seus aniversários com bolo do Paysandu, foi vendido como joia ao clube mais popular do país: Pedro Henrique.
Mas o futebol, esse roteirista cruel, decidiu que os três títulos conquistados não pagariam o pedágio para a tão sonhada volta à série B. E o Paysandu perdeu o acesso com requintes de crueldade. No último jogo, por uma única bola que não entrou. Bastava um gol, absurdamente perdido pelo atacante Nico, e eu estaria escrevendo este texto em absoluto frisson.
Que venha 2027 e a hercúlea missão de encarar mais uma Série C, dessa vez inchada e ainda mais traiçoeira. Que o novo ano traga a mais completa tradução do que é ser bicolor: uma caminhada onde o vento raramente sopra a favor, mas a camisa insiste em inflar.
