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Brasil cria Balanço ético climático e é contradição à exploração da Margem Equatorial

O jornal Folha de S. Paulo publicou sobre o processo de criação do Balanço Ético Global (BEG), instrumento que "propõe uma escuta ética e planetária sobre a crise climática. A criação do mecanismo acontecia ao mesmo tempo do leilão das áreas de exploração da Margem Equatorial.


O BEG é mecanismo previsto pelo Acordo de Paris que ajuda a avaliar o progresso dos países em direção às suas metas de redução de gases-estufa, segundo o jornal.


Formalmente apresentado agora, o Balanço Ético Global irá reunir lideranças de diversas áreas para refletir sobre a questão climática sob um enfoque ético, centrado nas contribuições das vivências pessoais, contribuindo assim, segundo o governo, para trazer outras perspectivas aos processos técnicos e políticos.


Serão organizados seis eventos de diálogo regional, cada um em uma parte do mundo: América do Norte, América Latina e Caribe, África, Europa, Ásia e Oceania.


Ao mesmo tempo, a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) realizava leilão que concedeu 19 novas áreas para exploração de petróleo na bacia Foz do Amazonas, na chamada margem equatorial.


A possibilidade de extração de combustíveis fósseis na região tornou-se foco de protestos de ambientalistas no Brasil e no exterior, além de gerar embates dentro do próprio governo.


A contradição é um conflito constante dentro do governo federal. Ao ser questionado sobre a situação, Marina Silva reforçou que a iniciativa irá tratar de todos os temas, "inclusive aqueles que são contraditórios".


Créditos da imagem: Agência Brasil.




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Toni Remigio
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