Brasil lidera frente latino-americana para COP30 e pretende mediar temas polêmicos
O jornal Folha de S. Paulo publicou uma matéria sobre a liderança do Brasil em uma frente latino-americana para discussão climática na COP.
A frente, que tem a articulação do México também, pretende articular temas polêmicos entre os países latino-americanos, como a questão de gênero não discutida por Milei ou o petróleo da Venezuela.
Fontes da Folha afirmam que o objetivo é criar consensos e acordos para avançar com pautas na COP30.
A ideia da frente vem pela percepção de uma fragmentação dentro da América Latina, que vem criando conflitos no alto nível da diplomacia.
Por exemplo, as trocas de farpas públicas entre dois antes grandes aliados, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o venezuelano Nicolás Maduro.
A frente tem como objetivo funcionar como um fórum para que as delegações latino-americanas e caribenhas possam somar esforços por pautas em comum —por exemplo, mais recursos climáticos. A iniciativa objetiva, segundo especialistas ouvidos pela Folha, criar uma confiança entre os países da região.
Após alguns meses de diálogo entre delegações, a frente começou a atuar no México, durante encontro de países latino-americanos e caribenhos, em agosto, que resultou em uma declaração conjunta de apoio à presidência brasileira da COP30.
A Folha afirma que a frente vem para tratar os entraves existentes entre os países. O caso da Venezuela, por exemplo, que que resiste em tratar da redução de uso de petróleo. Ou ainda o governo de Milei, na Argentina, que se recusa a discutir as questões de gênero no país.
A frente deve manter posições conjuntas em temas como o financiamento climático, sobretudo para que os países mais ricos aumentem sua ambição em benefício dos em desenvolvimento, e a defesa de que a transição energética seja igualitária, também atingindo as populações mais vulneráveis.
Créditos da imagem: Presidência da República.
