Daniel Santos enrolado na Justiça e isolado em seu labirinto
“Dê um Google” e procure saber o patrimônio declarado pelo candidato a vereador Daniel Santos, o Dr. Daniel, em 2012, quando disputou pela primeira vez uma cadeira no Parlamento de Ananindeua.
Em seguida, confirme junto à Justiça Eleitoral ou nos veículos de imprensa, por meio dos próprios sites de busca, os valores das declarações seguintes nas eleições de 2016, 2018 - o ano da primeira grande traição pública -, 2020 e, finalmente, quanto declarou possuir em 2024, ano da sua consagradora reeleição em Ananindeua.
A evolução patrimonial do homem é colossal. Nível de crescimento de tigres asiáticos e empresas de tecnologia do Vale do Silício.
Todavia, seu caso é bem diferente dos méritos e inventos notórios de uns e outros e a imprensa livre paraense - e brasileira - têm divulgado ano após ano, denúncias, comprovações e acusações - umas atrás das outras -, de onde vem tanta grana: os cofres públicos, mais precisamente das áreas de saúde, saneamento básico e da construção civil.
Como se tem visto, lido, assistido e ouvido, Daniel Santos e seus sinais exteriores de riqueza vêm lidando com investigações, decisões judiciais e operações policiais cada vez mais rotineiramente, desde que fatos como obscuras transações de aeronaves, maquinários, imóveis e hospitais, vão se tornando públicos.
Ora é uma vendedora de uma fazenda que denuncia descumprimentos de contratos de compra e venda feitos por terceiros a mando de Daniel.
Em seguida, são revelados pagamentos que podem atingir quase duzentos milhões de reais à empreiteira de vizinho amigo, o bloqueio de bens e operações de busca e apreensão responsável por encontrar uma coleção milionária de relógios de dar inveja em astro do pop, além de outros bens do alcaide.
Sem falar em novas denúncias sobre prontos socorros pra inglês ver - olha a COP aí gente!, - pagamentos a empresas acusadas de serem de fachada e muitas notícias sobre suas duas obsessões: trair aliados e governar o Pará.
A cada denúncia, acusação, novo processo ou mais uma debandada de um ex-amigo, Daniel Santos dobra suas apostas em viagens quase diárias para o interior do estado e contratação de pesquisas fakes.
Sua andança e movimentos de pré-candidato e a maratona que tem imprimido, pelo andar da carruagem, a qualquer momento pode ser noticiada mais alguma multa ou outras punições.
Riscos à parte, ele luta para ocupar espaços à esquerda, centro e direita, onde cada vez é menos bem-vindo em razão do seu histórico recente de traições, complicações com a justiça e dualidade política.
Aí nessa última variante reside a rejeição que só aumenta entre o eleitorado bolsonarista, na medida em que tanto ele quanto sua esposa, a deputada federal ora abrigada no MDB, de onde deve rumar para o PSB na próxima janela eleitoral, comeram abiu e nada disseram em defesa do ex-presidente recém-condenado por todo tempo em que tem procurado lideranças que gravitam e orbitam na galáxia do ex-presidente.
Aliás, e por falar na deputada, a última denúncia que saiu na imprensa foi sobre a suspensão pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-PA) de um contrato entre a Prefeitura de Ananindeua e aquela que seria uma clínica oftalmológica, no valor de R$19 milhões.
A razão para a decisão unânime do pleno do tribunal foi fundamentada na suspeita de que no local da clínica contratada funcionaria uma empresa da médica e parlamentar.
Tão grave quanto é ouvir relatos por todos os lados dos políticos que ele traiu; Simão Jatene, a quem tenta seduzir de todas as formas possíveis e imagináveis, Márcio Miranda, Helder Barbalho, Manoel Pioneiro, Érick Monteiro, Cássio Andrade, vereadores, deputados, lideranças de Ananindeua, etc., etc., etc.,
“(...) é aquilo que a gente falou, da diferença entre ambição e ganância; quando ele quer uma coisa, ele passa por cima de qualquer um”, disse na edição #155 do Égua do Podcast, o deputado estadual Fábio Figueiras, um quadro do PSB do Pará, (pelo menos até a próxima janela), partido atualmente presidido estadualmente pelo prefeito de Ananindeua.
Assim caminha o político mais ambicioso e controverso que pontifica no Pará nas duas últimas décadas. Daniel Santos, o Dr. Daniel, que quer porque quer governar o Pará.
O delicado é saber que há pelo estado duas correntes antípodas revoltadas, cheias de mágoas, que ameaçam despejar votos nele: parte do PT e do Psol à esquerda, e outro tanto entre adeptos do bolsonarismo, à direita.
Lidar com extremistas tem disso, afinal, além de se retroalimentarem em seus modus operandis, sectarismo e radicalismo, eles se encontram na primeira esquina do rancor onde destilam, juntos, seus ódios em comum.
Cabe ao centro democrático o voto crítico e/ou pragmático em quem represente a moderação, preparo e currículo que o cargo de governador do Estado exige.
É ali que nos encontramos. Bem longe das mutretas, ardis e perfídias recorrentes do doutor.
Que ele se perca no labirinto em que se meteu, atracado nos seus processos escabrosos e isolado na ganância revelada pelo deputado com base na Ananindeua que escolheu.
PS: E viva Luiz Fux!





