Desenvolvimento: Estado prepara 4 novas áreas industriais para ampliar produção e empregos
Projetos conduzidos pelo Governo do Pará em quatro municípios atraem empresas: distritos já reúnem 220 empreendimentos ativos e 65,5 mil empregos diretos e indiretos
O Governo do Pará prepara quatro novas áreas industriais para receber empresas e ampliar a produção em diferentes regiões do Estado.
A
expansão contempla o Condomínio Industrial de Castanhal, os
Distritos Industriais de Santarém e Breves e a Zona de Processamento
de Exportação (ZPE) de Barcarena.
Os projetos são
conduzidos pela Companhia de Desenvolvimento Econômico do Pará
(Codec) e estão em diferentes etapas de preparação.
O
interesse em adquirir lotes industriais reúne 112 empresas em
Castanhal e 144 cadastradas em Santarém. Na ZPE de Barcarena, a
Bravo Mineração é a empresa âncora, e outras três empresas
manifestaram interesse: uma do setor de alimentos e duas do segmento
de combustível de aviação.
Os
novos empreendimentos ampliam uma estrutura que já participa da
economia paraense. Segundo levantamento da Diretoria Técnica da
Codec, os Distritos Industriais de Ananindeua, Barcarena, Icoaraci,
em Belém, e Marabá reúnem 220 empresas ativas e contabilizam
65.550 empregos diretos e indiretos.
No
planejamento para 2026 a 2029, a Diretoria Técnica apresenta uma
perspectiva de mais de 170 mil empregos diretos e indiretos, nos
quatro novos projetos, conforme sua implantação e ocupação. As
áreas previstas oferecem capacidade para cerca de 570 unidades
industriais.
“Quem
investe precisa saber onde pode se instalar e quais condições terá
para produzir. A Codec planeja as áreas, orienta as empresas e
trabalha com os municípios para viabilizar os empreendimentos. O
resultado que buscamos é emprego para a população e oportunidades
para os negócios paraenses”, detalha o presidente da Codec,
Lutfala Bitar.
Espaços
planejados e áreas subsidiadas
Os distritos industriais são espaços destinados à instalação de empresas, com planejamento dos lotes, dos acessos e da infraestrutura necessária às operações. Essa organização considera o recebimento de matérias-primas, a circulação de veículos e a distribuição da produção.
No
condomínio industrial de lotes, cada empresa constrói sua unidade
no espaço adquirido e utiliza a infraestrutura compartilhada. Em
Castanhal, caberá à Codec implantar as estruturas de uso comum,
enquanto os empresários serão responsáveis pela construção e
instalação de suas unidades.
As
áreas comercializadas pela Codec têm preços subsidiados, que
variam conforme o município e o distrito industrial. Essa condição
reduz o custo de aquisição do terreno e pode facilitar a instalação
de empreendimentos no Estado.
A
chegada de uma indústria também cria demanda por transporte,
manutenção, alimentação, equipamentos, embalagens e serviços
técnicos. Quando fornecedores locais participam dessas operações,
os efeitos do investimento alcançam outros negócios e ampliam a
circulação de renda nos municípios.
Distritos
existentes têm espaço para novos negócios
Os quatro distritos administrados pela Codec abrangem 6.597,83 hectares, dos quais 1.713,07 hectares estão registrados como disponíveis no levantamento da Diretoria Técnica.
Barcarena
possui 3.050,00 hectares, com 1.115,93 hectares disponíveis. Suas 72
empresas ativas contabilizam 7.320 empregos diretos e 17.280
indiretos.
Em Marabá, os Distritos Industriais I e II
somam 2.886,23 hectares, com 592,97 hectares disponíveis. As 33
empresas ativas registram 1.980 empregos diretos e 7.920 indiretos.
Ananindeua
reúne 75 empresas ativas em 457,49 hectares, com 4,17 hectares
disponíveis, e contabiliza 4.500 empregos diretos e 15.750
indiretos. Em Belém, o Distrito Industrial de Icoaraci ocupa 204,11
hectares e abriga 40 empresas ativas, com 2.400 empregos diretos e
8.400 indiretos.
Nessas
áreas, há empreendimentos de alimentos, logística, transformação
mineral, construção naval, materiais de construção, reciclagem,
siderurgia e metalurgia, entre outros segmentos. O planejamento da
Codec também contempla manutenção e revitalização, com melhorias
em vias, calçadas, sinalização e urbanização, para apoiar as
operações e favorecer a instalação de novos negócios.
Novos
projetos em diferentes regiões
O Condomínio Industrial de Castanhal ocupará aproximadamente 143 hectares, com previsão de 254 lotes em duas etapas. A primeira terá 119 lotes. A área fica às margens da PA-136, no eixo Castanhal–Inhangapi, a cerca de cinco quilômetros da BR-316.
O
projeto prevê vias preparadas para tráfego pesado, pavimentação,
drenagem, redes de água e esgoto, energia elétrica e iluminação
pública. Também contempla pórtico de acesso e espaços
administrativos, institucionais e de apoio.
Os
projetos de engenharia e o memorial de incorporação já foram
elaborados, e o empreendimento possui as licenças ambientais prévia
e de instalação. A Codec prepara os procedimentos para a
implantação física e a comercialização da primeira etapa.
No
oeste paraense, o futuro Distrito Industrial de Santarém terá
174,84 hectares e 146 lotes, com potencial estimado de gerar até 10
mil empregos diretos e indiretos. As 144 empresas cadastradas
manifestaram interesse em uma área no empreendimento.
A
regularização fundiária foi concluída em três dos quatro imóveis
que compõem o espaço. Encerrada essa etapa, a Codec poderá avançar
para o projeto executivo de implantação e os estudos ambientais.
A instalação de indústrias pode ampliar o
beneficiamento da produção regional e estimular atividades de
armazenamento, transporte e distribuição.
Em
Breves, no arquipélago do Marajó, o planejamento prevê 196,99
hectares e 93 lotes. Os serviços necessários ao licenciamento
ambiental foram contratados, com início previsto para outubro de
2026.
A
ocupação será organizada conforme o zoneamento econômico e a
compatibilidade entre as atividades industriais.
Segundo
informações divulgadas pela Codec, o Decreto nº 532/2021 prevê
benefícios fiscais para indústrias instaladas no Arquipélago do
Marajó, incluindo incentivos relacionados ao Imposto sobre
Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e ao consumo de
energia elétrica.
ZPE
de Barcarena combina acesso ao porto e regime de exportação
A
Zona de Processamento de Exportação de Barcarena se prepara para
entrar na fase de licenciamento ambiental.
Inserida no
Distrito Industrial de Barcarena, próxima ao Complexo Portuário de
Vila do Conde, essa ZPE terá acesso terrestre pela Alça Viária e
pelas rodovias PA-151 e PA-483.
A localização oferece
alternativas para o transporte de insumos e o escoamento da produção
destinada ao mercado internacional.
Uma
Zona de Processamento de Exportação é uma área industrial
destinada à instalação de empresas predominantemente exportadoras,
com tratamento tributário, administrativo e cambial diferenciado.
Esses mecanismos, sujeitos às regras do regime, podem
favorecer a competitividade dos empreendimentos.
O
planejamento de implantação apresentado pela Diretoria Técnica da
Codec contempla 175,81 hectares e 82 lotes. A Bravo Mineração é a
empresa âncora, acompanhada do interesse de uma empresa de alimentos
e de duas do segmento de combustível de aviação.
Mais
valor à produção paraense
A expansão industrial pode contribuir para a verticalização da produção, permitindo que mais etapas de beneficiamento e fabricação sejam realizadas dentro do Pará. O processamento local amplia as possibilidades de comercializar produtos de maior valor e gerar trabalho ao longo das cadeias produtivas.
Na
indústria de alimentos, por exemplo, uma unidade pode adquirir a
produção regional, contratar trabalhadores e utilizar serviços de
embalagem, armazenamento e transporte.
A participação
de fornecedores paraenses permite que os efeitos econômicos do
investimento alcancem diferentes etapas da produção.
A
proximidade entre empresas também pode favorecer práticas de
economia circular. Quando há compatibilidade técnica e ambiental,
materiais e subprodutos de uma atividade podem ser aproveitados como
insumos por outra, reduzindo desperdícios e criando possibilidades
de fornecimento.
“O
Pará pode gerar mais riqueza ao transformar aqui suas
matérias-primas. Cada etapa de beneficiamento abre possibilidades de
trabalho e de contratação de fornecedores locais. Queremos ampliar
essa capacidade e estimular o aproveitamento de materiais que possam
voltar à produção, para que os investimentos gerem renda e façam
melhor uso dos recursos”, destaca Lutfala Bitar.
Empresários
interessados podem acessar o site codec.pa.gov.br para manifestar
interesse e agendar uma visita. O atendimento permite conhecer as
áreas e receber orientações sobre as condições de
instalação.
Com informações e
imagem: Agência Pará
