Deu n’O Globo: concessão de hidrovias na Amazônia gera conflitos entre governo federal e povos indígenas.
O jornal O Globo publicou neste sábado, 21, uma análise sobre os conflitos que estão sendo gerados entre o governo federal e as comunidades indígenas, diante da concessão de hidrovias na Amazônia.
O caso iniciou quando trechos de rios amazônicos foram incluídos no Programa Nacional de Desestatização, gerando atritos internos e externos.
Há um mês, conforme publicado n’O Amazônico, um grupo de 2 mil indígenas está protestando na sede da Cargill, no Baixo Tapajós, diante do cenário atual.
Embora tenha sido assinado em agosto do ano passado, o decreto que insere
"emprendimentos públicos federais do setor hidroviário no Programa Nacional de Desestatização" passou a ser o foco de uma campanha crescente nas últimas semanas, diante das críticas de povos indígenas, organizações indigenistas e ambientalistas, que apontam ausência de consulta prévia e riscos socioambientais.
Segundo o governo federal, o decreto não autoriza obras nem privatiza a Hidrovia do Rio Tapajós.
"O normativo trata exclusivamente da realização de estudos técnicos sobre uma possível concessão dos serviços de navegabilidade", acrescenta o texto divulgado pelo Ministério dos Portos e Aeroportos.
Segundo O Globo, na última quinta-feira, uma nova decisão determinou mais uma vez o prazo de 48 horas para a saída dos indígenas do local. Enquanto recorre nos tribunais, o grupo realizou novo protesto ontem à noite, em frente à sede paulista da Cargill, e prepara ainda um ato para amanhã, em Brasília.
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