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Eduardo Bolsonaro reage à vitória dos democratas nos EUA: ‘Não tenho medo’

Ex-deputado afirmou que não teme deixar o território americano após avanço do Partido Democrata nas eleições legislativas de meio de mandato.

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou que não teme ser obrigado a deixar os Estados Unidos após a vitória do Partido Democrata nas eleições legislativas de meio de mandato, conhecidas como midterms. A declaração foi feita nesta quinta-feira (5), durante entrevista ao influenciador conservador americano Joey Mannarino.


Questionado sobre a possibilidade de parlamentares democratas adotarem medidas contra ele e sua família, Eduardo reconheceu que iniciativas nesse sentido podem ocorrer, mas afirmou que o Congresso americano não tem competência para revogar vistos ou cidadanias.


“Não cabe ao Congresso, nos EUA, revogar vistos ou cidadanias. Eu estou 100% legal aqui, assim como meu irmão e nossa família”, declarou.


Durante a entrevista, o ex-deputado também comparou uma eventual deportação à situação de mulheres refugiadas que deixam países como o Irã e a Venezuela. Segundo ele, uma medida desse tipo representaria o retorno a um país que considera autoritário.


A conversa foi gravada antes da participação de Eduardo na Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), realizada em Mar-a-Lago, na Flórida.


Situação judicial no Brasil

Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Em junho de 2026, foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo.


Segundo o entendimento dos ministros, o ex-deputado articulou medidas junto a autoridades americanas, incluindo sanções contra integrantes do Supremo, com o objetivo de pressionar a Corte durante o julgamento que condenou seu pai, Jair Bolsonaro, por tentativa de golpe de Estado.


Eduardo também teve o mandato de deputado federal cassado por excesso de faltas às sessões da Câmara.


Avanço democrata nos Estados Unidos

As eleições de meio de mandato, realizadas em 3 de novembro, resultaram no avanço do Partido Democrata no Congresso americano. A sigla conquistou maioria na Câmara dos Representantes e no Senado, impondo uma derrota legislativa ao Partido Republicano, ligado ao presidente Donald Trump.


A mudança no controle do Legislativo, no entanto, não significa uma deportação automática de Eduardo Bolsonaro ou de seus familiares. As decisões relacionadas à política migratória e à situação dos vistos passam por órgãos do Poder Executivo americano.


Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados/Arquivo




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Toni Remigio
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