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El Niño aumenta risco de chuva extrema, granizo e tornados nos próximos dias

Chuvas intensas devem atingir o Rio Grande do Sul entre os dias 16 e 21, com acumulados que podem ultrapassar 300 mm e risco de alagamentos, vendavais e fenômenos severos.

Uma nova sequência de temporais deve atingir o Sul do Brasil a partir desta quinta-feira, 16, elevando o risco de enchentes, vendavais, queda de granizo e até tornados. Segundo a MetSul Meteorologia, as instabilidades devem persistir pelo menos até a próxima terça-feira (21), afetando principalmente o Rio Grande do Sul, além de áreas do Uruguai e da Argentina.

A previsão indica acumulados de chuva entre 100 e 200 milímetros em diversos municípios gaúchos, com possibilidade de algumas localidades registrarem volumes entre 200 e 300 milímetros, ou até superiores. Diante do cenário, cresce a preocupação com a elevação do nível dos rios, alagamentos em áreas urbanas e rurais, transbordamento de arroios e córregos e ocorrência de inundações repentinas.

Além do grande volume de chuva, a MetSul alerta para um ambiente favorável à formação de supercélulas de tempestades, capazes de provocar vendavais destrutivos, granizo de grande porte e fenômenos severos e isolados, como microexplosões e tornados.

O coordenador-geral de Operações e Modelagem do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Marcelo Seluchi, destacou que anos de El Niño aumentam a probabilidade de eventos extremos, com chuvas intensas concentradas em curtos períodos, ampliando o risco de inundações e deslizamentos na região Sul.

Segundo Seluchi, a rede de monitoramento foi reforçada após os eventos extremos registrados em 2024, com a reinstalação de equipamentos danificados e integração de dados de diferentes instituições. O monitoramento ocorre de forma contínua para permitir a emissão rápida de alertas à população.

Os meteorologistas também alertam que este não deve ser um episódio isolado. Novas ondas de instabilidade são esperadas ao longo dos próximos meses, especialmente no fim do inverno e durante a primavera, mantendo o risco de eventos climáticos extremos na região.


Crédito Foto: Canva




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Toni Remigio
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