Em OESTADONET: Fumaça de queimadas encobre Santarém e qualidade do ar chega a nível insalubre nesta segunda, 19
Visibilidade baixa e poluição também atingem Alter do Chão e região de praias
De Santarém
Uma densa camada de fumaça encobriu Santarém, no oeste do Pará, na manhã desta segunda-feira, 19, reduziu a visibilidade em áreas da cidade e levou a qualidade do ar a um nível considerado “muito insalubre”.
De acordo com dados do sistema de monitoramento IQAir, o Índice de Qualidade do Ar (IQA) chegou a 260, com concentração de partículas finas de poluição acima dos níveis considerados seguros para a saúde.
A visibilidade foi afetada no início da manhã desta segunda-feira na zona urbana de Santarém, na praia do Pajuçara e na vila de Alter do Chão.
A
fumaça é proveniente de focos de queimadas nos municípios de Monte
Alegre e Alenquer, segundo informações do meteorologista Alex
Santos.
De acordo com ele, a situação deve persistir
até meados de novembro, período em que a previsão é de que as
chuvas comecem a contribuir para a melhora das condições
atmosféricas.
O avanço da fumaça foi registrado por moradores de diferentes áreas da região. No início da manhã, o morador Caetano Scanavinno publicou vídeo mostrando a fumaça sobre a Ilha do Amor, em Alter do Chão.
Às 6h30 desta segunda-feira, Socorro Bentes, moradora da praia do Pajuçara, em Santarém, fez imagens que mostram a baixa visibilidade sobre o rio e na região de Alter do Chão.
No registro, a moradora relata a dificuldade para enxergar embarcações e pontos conhecidos da paisagem. A ponta do Arariá, que normalmente pode ser vista do local, desapareceu em meio à fumaça.
“Hoje a fumaça tomou conta do Pajuçara”, relatou Socorro ao descrever o cenário observado no início da manhã.
Além
de prejudicar a visibilidade, a fumaça compromete a qualidade do ar
e representa riscos à saúde. Às 7h, o IQAir apontava índice de
260, com concentração de material particulado fino PM2.5 de 185
microgramas por metro cúbico (µg/m³).
Naquele horário,
a temperatura era de 24 °C, os ventos sopravam a aproximadamente 6
km/h e a umidade relativa do ar estava em 93%.
As projeções horárias indicavam que o índice permaneceria acima de 200 durante a manhã, com previsão de 246 às 8h e 208 às 11h, mantendo a classificação de qualidade do ar muito insalubre.
As
partículas PM2.5 são pequenas o suficiente para penetrar
profundamente nos pulmões e podem agravar doenças respiratórias e
cardiovasculares.
Por isso, diante das condições
registradas, a recomendação é evitar atividades físicas intensas
ao ar livre, reduzir a exposição à fumaça e utilizar máscara com
boa capacidade de filtragem, como a PFF2, quando houver necessidade
de permanecer em ambientes externos.
Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares devem redobrar os cuidados. Em caso de falta de ar, chiado no peito ou agravamento de sintomas, é importante procurar atendimento de saúde.
A melhora mais significativa das condições depende da chegada das chuvas, esperada para meados de novembro. Até lá, a persistência das queimadas e as condições atmosféricas podem manter a fumaça sobre Santarém e municípios da região.
Com informações: www.oestadonet.com.br
Crédito
imagem: Reprodução OESTADONET - Alter do Chão, Bairro da Prainha e
Praia do Pajuçara
