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Em OESTADONET: Queimadas avançam no oeste do Pará, ameaçam casas e mobilizam equipes de emergência

Nesta segunda-feira, 12, sistema de monitoramento por satélite FIRMS, da agência espacial norte-americana (Nasa), registrou novos focos de incêndio ativos na região

De Santarém 



Focos de queimadas se espalham por áreas de mata e vegetação no oeste do Pará, ameaçam residências e propriedades rurais e mobilizam bombeiros, brigadistas e moradores.


Em municípios como Alenquer, Monte Alegre, Belterra, Juruti e Santarém, o avanço das chamas tem provocado preocupação e mobilizado comunidades. Na região entre Uruará, Rurópolis e Placas, as equipes enfrentam incêndios há pelo menos três dias. Além disso, o fogo também afetou o fornecimento de energia e internet em algumas localidades. 

 

Nesta segunda-feira, 12, o sistema de monitoramento por satélite FIRMS, da agência espacial norte-americana (Nasa), registrou novos focos de incêndio ativos na região. As detecções indicam a continuidade das ocorrências em diferentes áreas do oeste paraense, em um cenário agravado pela estiagem prolongada e pela vegetação seca.

 

Imagens que circulam nas redes sociais mostram a dimensão de alguns incêndios e a preocupação de moradores diante da proximidade do fogo com casas e áreas produtivas.

Em Alenquer, a população relata transtornos, prejuízos e medo com o avanço das chamas. As principais áreas atingidas são o Ramal do Sacrifício, a cerca de 60 km da área urbana de Alenquer. O fogo também atingiu a comunidade de Barragem.

 

As detecções de calor se distribuem por diferentes áreas do sudoeste paraense, especialmente nas proximidades das rodovias BR-163, conhecida como Santarém-Cuiabá, e BR-230, a Transamazônica.

 

Na região de Novo Progresso e Itaituba, há registros em áreas de expansão agropecuária, pastagens e vegetação. No entorno de Jacareacanga e Trairão, também foram identificados focos dispersos próximos a estradas vicinais e áreas rurais.

 

Em Uruará, Rurópolis e Placas, o combate aos incêndios mobiliza equipes do Corpo de Bombeiros de três quartéis, com apoio de proprietários rurais. A atuação busca impedir que as chamas avancem sobre novas áreas de vegetação e propriedades.

 

A proximidade de focos de calor com áreas ambientalmente sensíveis também preocupa. Há detecções nas imediações da Floresta Nacional (Flona) do Tapajós, em Belterra, e em áreas de terras indígenas no município de Jacareacanga, no sudoeste do estado.

 

Na região da Calha Norte, ao norte do Rio Amazonas, o monitoramento aponta ocorrências em municípios como Oriximiná, Óbidos e Monte Alegre. Mesmo quando dispersos, os focos exigem atenção pela proximidade com florestas nativas e comunidades rurais.

 

Em Santarém, Belterra e Mojuí dos Campos, os registros recentes indicam menor concentração de detecções em comparação com outras áreas da região, embora a situação continue exigindo acompanhamento. Mas há registros de incêndios em áreas ao longo da rodovia Curuá-Una.

 

Na semana passada, em Juruti, um incêndio de grandes proporções atingiu uma área de mata às margens da rodovia PA-192, no quilômetro 47, nas proximidades de instalações da mineradora Alcoa. O fogo começou na quarta-feira, 07, e mobilizou equipes de emergência.

 

A ocorrência aumenta a preocupação com a propagação das chamas em áreas de vegetação seca, especialmente quando o fogo se aproxima de estradas, propriedades rurais e locais habitados.

 

O período prolongado sem chuvas em partes do oeste paraense contribui para o agravamento dos incêndios. Com a vegetação ressecada, as chamas podem se espalhar rapidamente, sobretudo quando há ventos fortes.

 

A fumaça também prejudica a qualidade do ar e pode reduzir a visibilidade nas estradas, aumentando os riscos para moradores e motoristas.

 

Monte Alegre e Rurópolis decretaram situação de emergência em setembro de 2026 em razão do avanço do fogo sobre áreas de mata, pastagens e lavouras. Entre as medidas adotadas estão restrições ao uso do fogo para limpeza de terrenos e queima de lixo.

 

O FIRMS, sistema da Nasa, utiliza dados de satélites para detectar anomalias térmicas e disponibilizar informações sobre possíveis focos de incêndio.

As detecções ajudam a orientar o monitoramento e as ações de combate, mas não representam necessariamente incêndios confirmados.



Com informações:
www.oestaonet.com.br
Crédito imagem: Redes Sociais/Reprodução/OESTADONET




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Toni Remigio
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