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Em OESTADONET: Seca reduz nível do Tapajós e já afeta navegação e comércio em Santarém

Na terça-feira, 07, rio Tapajós chegou a 2,03 metros, abaixo da cota de alerta, estabelecida em 2,10 metros

O nível do rio Tapajós caiu 53 centímetros em apenas uma semana em Santarém, no oeste do Pará, e a estiagem já começa a afetar diretamente a navegação e o comércio local.

 

Com o rio mais baixo, donos de embarcações de pequeno, médio e grande portes estão evitando viagens durante a noite por causa das condições de navegação.

 

Os barcos que transportam cargas precisam parar no meio do rio e utilizar bajaras para levar os produtos até a margem. A situação preocupa comerciantes que dependem do transporte fluvial para receber mercadorias.

 

Nesta terça-feira, 07, o Tapajós chegou a 2,03 metros, abaixo da cota de alerta, estabelecida em 2,10 metros. No dia 1º de outubro, o nível era de 2,56 metros.

A redução vem sendo registrada diariamente: foram 2,49 metros no dia 2, 2,44 metros no dia 3, 2,32 metros no dia 4, 2,16 metros no dia 5 e 2,09 metros na segunda-feira, 06.

 

A queda no nível do rio mudou a rotina de quem trabalha com transporte fluvial. Durante a noite, a navegação passou a ser evitada por muitos proprietários de embarcações.

A preocupação vale para barcos de pequeno, médio e grande portes, já que a redução da profundidade aumenta os riscos durante o deslocamento, principalmente em trechos com bancos de areia e outras áreas de pouca profundidade.

 

Para as embarcações que continuam transportando cargas, o processo de desembarque também ficou mais complicado.

Em alguns casos, os barcos precisam atracar no meio do rio, onde a profundidade permite a aproximação, e as mercadorias são transferidas para bajaras. Essas embarcações menores fazem o transporte das cargas até a margem.

 

A dificuldade na logística já começa a ser sentida pelo comércio de Santarém. Muitos produtos que abastecem estabelecimentos comerciais chegam pelo rio, e qualquer restrição na navegação pode aumentar o tempo de transporte e dificultar a chegada das mercadorias.

A preocupação entre comerciantes é que, se o nível continuar baixando, os impactos sobre o abastecimento e os custos de transporte sejam ainda maiores. 
A Defesa Civil acompanha diariamente a variação do Tapajós e mantém atenção para os efeitos de uma eventual intensificação do período seco.


Além dos impactos na navegação e no comércio, a preocupação se estende às comunidades ribeirinhas, que dependem diretamente do transporte fluvial para deslocamento, acesso a serviços e chegada de produtos.


O cenário atual também apresenta diferenças importantes em relação aos últimos anos. Em 2025, no mesmo período, o Tapajós estava em 3,74 metros, 1,71 metro acima da marca registrada agora.

Em 2024, o nível era de apenas 22 centímetros. Já em 2023, o rio estava em 1,10 metro. Os números mostram como o comportamento do Tapajós pode variar de forma significativa de um ano para outro.

 

A previsão meteorológica indica que o tempo deve continuar firme nos próximos dias, com baixa umidade e pouca ocorrência de chuva. Se o cenário persistir, o nível do Tapajós poderá continuar sendo motivo de preocupação para quem depende do rio.

 

Além dos problemas para a navegação, o calor intenso também muda a rotina da população de Santarém. O período mais seco exige atenção principalmente com a hidratação e os cuidados com a saúde.




Com informações: www.oestadonet.com.br
Crédito imagem: Portal OESTADONET






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Toni Remigio
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