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Escoamento de grãos pelo Arco Norte é prejudicado pela seca

O escoamento de grãos, como soja e milho, pelo nos terminais portuários do Arco Norte, entre o Pará e o Maranhão, está sendo prejudicado pela seca.


Segundo o jornal O Globo, o escoamento diminuiu em 9% nos cinco primeiros meses do ano, apesar de uma supersafra de grãos. 


De acordo com os especialistas ouvidos pelo O Globo, essa diminuição tem a ver com as consequências de sucessivas secas severas em 2023 e 2024.


As secas provocam uma redução significativa nos níveis dos rios, somados à lentidão da dragagem de manutenção, o que dificulta o escoamento das cargas.


Nas rotas do Arco Norte, os transporte hidroviário é realizado pelos rios Madeira, Amazonas e Tapajós. Em estações de transbordo, os grãos são embarcados em barcaças que navegam em comboio, até chegar nos terminais hidroviários.


Por causa do papel fundamental dos rios nesse processo, a seca é um fator preocupante, principalmente pelo aumento da importância do Arco Norte para esse transporte dos grãos na região. 


A necessidade de uma revisão logística no Arco Norte tem conexão com a polêmica suscitada no final de semana. O Governo de Estado está investindo no derrocamento do Pedral do Lourenço, enquanto o Ibama quer transformar a região em área de proteção ambiental.


O embate deixa claro o conflito de interesses entre as partes, e a necessidade de um balanceamento entre o desenvolvimento econômico, principalmente pelo modal hidroviário, e a proteção ambiental.


Créditos da imagem: MPPA/Governo Federal.




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Toni Remigio
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