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Estudo inédito revela os impactos da intoxicação por mercúrio em indígenas

Um estudo realizado por pesquisadores da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), em parceria com os ministérios da Saúde e dos Povos Indígenas, publicou um estudo inédito sobre os impactos da intoxicação por mercúrio em comunidades indígenas. O jornal Folha de S. Paulo divulgou os resultados do trabalho.


O Manual Técnico para o Atendimento de Indígenas Expostos ao Mercúrio no Brasil traz novos dados epidemiológicos sobre a incidência da condição.


O estudo mostrou que há uma subnotificação dos dados anteriormente apresentados pelo Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), do governo federal. 


Entre 2012 e 2023, o Sinan registrou 267 casos de contaminação por mercúrio em todas as populações indígenas do país. 


Um estudo de 2018 que analisou mechas de cabelo de 239 indivíduos da etnia yanomami, que ocupam regiões do Amazonas e de Roraima, demonstrou que mais da metade deles apresentava níveis de toxicidade moderado ou alto.


Já uma pesquisa de 2021 com 197 pessoas da etnia Munduruku, no Pará, verificou uma concentração média de 7,7 μg/g de mercúrio nos fios de cabelo dessa população.


A Folha destaca que a subnotificação dificulta a identificação real do problema. A contaminação por mercúrio acontece, sobretudo, por meio da alimentação, que costuma ser baseada na ingestão de pescados, os quais estão contaminados com grandes concentrações de metilmercúrio, a forma orgânica do metal.


Créditos da imagem: Agência Brasil.




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Toni Remigio
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