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Estudo revela bactérias na Amazônia com potencial contra o câncer

O jornal Estadão publicou uma reportagem sobre um estudo realizado na Amazônia, que encontrou bactérias com potencial contra o câncer.


O estudo é conduzido pelo projeto Iwasa’i, que reúne 17 instituições, a maioria da Amazônia, e tem apoio do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).


Em um artigo publicado na revista científica Microbiology Spectrum, da American Society for Microbiology (ASM), alguns resultados do projeto já mostraram que muito da Amazônia ainda é desconhecida.


A partir de poucas gramas de solo, identificaram que a maioria das moléculas, cerca de 62%, produzidas por apenas três bactérias, eram desconhecidas e, mais: as análises apontam que essas substâncias têm potencial antitumoral e antibiótico.


Além disso, parecem ter descoberto uma nova espécie de bactéria — o manuscrito está em preparação para publicação em revista científica.


As moléculas encontradas podem interferir no crescimento, na reprodução e até na morte de células cancerígenas. 


O Estadão destaca que da descoberta até o uso humano, uma molécula pode levar de 10 a 20 anos para se tornar um medicamento — o processo envolve testes in vitro (células e tecidos), in vivo (em geral, com animais) e, finalmente, ensaios clínicos (humanos). E a estimativa é de que, a cada 10 mil substâncias estudadas, apenas 1 vai virar um medicamento.


Segundo o Estadão, novas expedições já foram feitas em outras partes da região, como a Ilha de Marajó e os arredores de Santarém. Além da diversidade de espécies no solo, também há interesse nos rios, lagos e mangues.


Créditos da imagem: Divulgação.




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Toni Remigio
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