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Guerra comercial, conflitos militares e eleições pressionam a COP30, diz presidente da Conferência

Em entrevista para o jornal Folha de S. Paulo, o presidente da COP30, André Corrêa Lago, expôs os fatores que podem pressionar a realização da Conferência, em novembro.


Entre eles, a guerra comercial imposta por Trump, os conflitos militares e o fortalecimento da direita nas eleições europeias são preocupações para o embaixador.


"As negociações evoluem muito de acordo com as circunstâncias internacionais, e não preciso dizer que vivemos circunstâncias internacionais particularmente complexas", afirma Corrêa Lago à Folha.


Outro fator que preocupa a organização da COP30 é a resistência dos países ricos em atender a demanda dos em desenvolvimento por mais dinheiro para financiar soluções climáticas.


Em Bonn, na reunião pré-COP, em junho, a menção em discutir o financiamento climático travou as tratativas.


Brasil e Azerbaijão terão que apresentar o chamado "roadmap", um roteiro de como o mundo conseguirá melhorar essa meta e chegar a US$ 1,3 trilhão (R$ 7,2 tri) em financiamento climático.


Mas isso sem contar com o engajamento da maior economia do mundo, os EUA, que nem sequer enviaram uma delegação para Bonn.


Alguns negociadores avaliam que a ausência do país abre espaço para que nações menores ocupem esse espaço.


"Ganha espaço, mas com a ausência de um ator muito importante. É uma vitória discutível", discorda Lago.


Créditos da imagem: Agência Brasil.




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Toni Remigio
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