Índices de tabagismo são maiores na Amazônia Legal, afirma estudo
Pesquisadores procuraram entender os índices de tabagismo na Amazônia Legal, onde há maior incidência, principalmente nas comunidades tradicionais.
O estudo chama-se Mais Dados, Mais Saúde, realizado pelas organizações de saúde Vital Strategies e Umane, com apoio do instituto Devive, e foi divulgado pelo jornal Folha de S. Paulo.
Segundo o levantamento, algumas causas explicam o índice significativo. Questões culturais, falta de acesso à informação em saúde e aos equipamentos de atenção primária são alguns dos fatores.
O estudo descobriu também que a incidência de tabagismo em comunidades tradicionais é maior em relação à população no geral. Enquanto 12% das pessoas dessas comunidades se declaram fumantes, o índice cai para 6% entre os demais moradores da região.
As comunidades tradicionais incluem, entre outros grupos, indígenas, seringueiros, quilombolas, ribeirinhos e extrativistas.
O levantamento também mostrou que 12,3% da população da Amazônia Legal relatam consumir álcool regularmente —três ou mais vezes por semana, um percentual acima da média brasileira.
Os dados indicam ainda que a prevalência do tabagismo é maior entre homens, que somam 12,8%, ante 4,6% das mulheres, considerando toda a população da Amazônia Legal.
Créditos da imagem: Agência Brasil.
