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Investigada por estelionato é presa pela Polícia Civil, em Belém

Justiça expediu o mandado de prisão preventiva contra suspeita, após examinar provas apresentadas pela vítima

A Polícia Civil do Pará, por meio da Seccional Urbana de São Brás, deu cumprimento, nesta terça-feira, 13, ao mandado de prisão preventiva contra uma mulher pelo crime de estelionato, em Belém.


Vítima e investigada teriam se conhecido por meio de uma página comercial de uma rede social, em que a suspeita estaria vendendo uma bolsa. Posteriormente, em agosto deste ano, ela teria solicitado à vítima um empréstimo, no valor de R$ 10 mil, alegando que mercadorias de sua propriedade estavam retidas pela Receita Federal, e que necessitava do dinheiro para providenciar a liberação.


Segundo a vítima, a partir desse contato foram apresentadas sucessivas justificativas e promessas de rápida restituição do dinheiro, circunstâncias que a levaram a efetuar, entre 31 de agosto e 1º de setembro de 2026, outras transferências, via PIX, totalizando o valor de R$ 15 mil.


“Após o recebimento dos valores, a investigada deu novas justificativas de dificuldades bancárias, movimentações pelo banco e problemas pessoais que a impediam de devolver o valor solicitado à vítima, que recebeu apenas R$ 5 mil de volta, porém, ainda restando um montante de R$ 10 mil a ser devolvido”, explicou o delegado Rubens Mattoso, diretor da Seccional Urbana de São Brás e responsável pela prisão. 


A vítima ainda informou que os valores entregues representavam parcela relevante de sua disponibilidade financeira, e que possuía compromissos pessoais, inclusive despesas com cartão de crédito, plano de saúde e outras obrigações, relatando preocupação e dificuldades ocasionadas pela indisponibilidade do valor.

O relato prestado à polícia foi acompanhado de elementos documentais, incluindo comprovantes de transferências bancárias, mensagens, áudios e demais registros das tratativas mantidas com a investigada. 


Justiça reconhece provas

Ao apreciar a representação policial, o Poder Judiciário reconheceu a presença de prova da existência do crime e indícios suficientes de autoria, destacando, especialmente, o depoimento da vítima, os comprovantes das transferências bancárias e as conversas mantidas entre as partes. 


“Também foi considerado que a mulher era investigada em outros procedimentos por delitos semelhantes, inclusive do mesmo modus operandi, fator que indicaria risco concreto de reiteração delitiva”, completou o delegado.


A decisão judicial destacou também indícios de que a obtenção dos valores não teria decorrido de situação meramente ocasional, mas de uma sequência de atos voltados a conquistar a confiança da vítima, mediante justificativas específicas, promessas de restituição e posteriores alegações destinadas a justificar o inadimplemento. As circunstâncias foram consideradas relevantes para a avaliação da necessidade da medida cautelar. 


“Diante do conjunto probatório reunido, o Juízo reconheceu a presença de indícios, entendendo necessária a custódia cautelar, especialmente diante do risco de reiteração criminosa. Assim, foi decretada a prisão preventiva da investigada, sendo a ordem judicial efetivamente cumprida pela nossa equipe. A mulher foi localizada em sua residência, presa e conduzida à delegacia para adoção das providências legais cabíveis. Ela permanece à disposição do Poder Judiciário”, finalizou Rubens Mattoso.


Com informações e imagem: Agência Pará






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Toni Remigio
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