Na Folha de S. Paulo: Governo Trump dará visto a Flávio Bolsonaro
Pessoas próximas do senador do PL dizem que ele já chegou nos EUA; segundo eles, houve participação da gestão do presidente
Isabella Menon e Julia Chaib, de Washington e Brasília
“O
governo Donald Trump está ciente da ida de Flávio Bolsonaro aos
Estados Unidos e vai conceder vistos ao senador do PL e sua família,
autorizando sua permanência no país”, diz o periódico paulista
em sua edição online nesta terça-feira, 27.
“A
informação foi confirmada por uma autoridade da Casa Branca à
Folha. Mais cedo, aliados da família Bolsonaro afirmavam que os EUA
concederiam asilo ao senador”, acrescenta.
“Há
previsão de que Flávio conceda uma entrevista à imprensa nesta
quarta-feira, 28, em local ainda a ser divulgado, segundo um aliado.
Duas pessoas ligadas ao clã disseram que Flávio chegou aos EUA
nesta terça-feira (27) por volta das 16h20. Ele teria viajado com a
mulher, Fernanda, e as duas filhas”.
“Segundo
um americano ligado ao governo Trump e uma pessoa próxima de Flávio
que acompanhou a movimentação do senador, a operação para tirá-lo
do Brasil teve participação ativa do secretário de Estado dos EUA,
Marco Rubio”, informa.
A possibilidade de Flávio sair
do Brasil caso perdesse já tinha sido ventilada pelo irmão Eduardo
Bolsonaro na semana passada, lembra a matéria
Em
entrevista ao episódio do podcast "Louder with Crowder",
Eduardo justificou a posição citando que Lula durante debate
presidencial na Band, no dia 18 de outubro, disse que Flávio
Bolsonaro perderia a imunidade caso não fosse eleito.
Ainda
de acordo com um aliado, o senador não teria saído pela Argentina,
que foi a primeira hipótese aventada por autoridades brasileiras
pela manhã.
No
começo do dia, pessoas próximas a Flávio diziam desconhecer o
paradeiro do senador e ironizaram a possibilidade de uma fuga para os
Estados Unidos. "Só se ele estiver louco" ou "está
vindo de foguete do Elon Musk" foram algumas das respostas.
Mais
cedo, o blogueiro bolsonarista Allan dos Santos falou sobre a fuga.
Ele afirmou que não tinha detalhes, mas disse que o senador "tem
o dever de proteger" sua esposa e filhas.
"Então
eu espero, sim, que ele tenha saído do país. Eu não tenho nenhuma
informação com certeza, mas eu espero que o Flávio possa ter saído
do Brasil."
Depois,
Allan disse que Flávio já chegou nos EUA e negou o resultado das
urnas, confirmado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) de que Lula
foi eleito. "Eu tava quieot, na minha. E, vou deixar bem claro
para vocês: Lula não é presidente do Brasil. É ilegitimo. Flávio
é presidente do Brasil e eu espero que o Flávio crie um governo no
exílio."
A
possibilidade de Flávio manter a oposição enquanto vive nos EUA
também foi ventilada por um aliado da família Bolsonaro próximo ao
governo Trump.
À Folha, ele disse que o senador vai
formar um governo no exílio e que vai ser reconhecido por outros
países. Os Estados Unidos e a Argentina ainda não reconheceram a
reeleição de Lula.
Outro
a comentar a fuga foi o deputado federal Nikolas Ferreira (PL). "Se
um candidato a presidente que recebe 60 milhões de votos precisa
(supostamente) sair do país, que segurança tem um cidadão comum
que se opõe ao atual regime?", escreveu nas redes sociais.
A
decisão de ir aos EUA teria sido tomada na segunda, 26, após o
ministro do STF Alexandre de Moraes mandar recolher os passaportes
brasileiro e italiano do senador, que tem cidadania do país europeu.
A
Polícia Federal cancelou o documento brasileiro de Flávio após o
senador não cumprir a decisão judicial. Mas a identidade italiana
segue válida. A PF emitiu um alerta para vigiar as fronteiras, mas
pode ter sido tarde.
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