O escândalo do Banco Master e a piauí 233, de fevereiro de 2026
Daniel Vorcaro pode ter provocado um rombo no Fundo Garantidor de Crédito, o FGC, de mais de 60 bilhões de reais, lesando cerca de 1 milhão de pessoas.
Neste domingo de carnaval, no país do futebol e de Daniel Vorcaro, Dias Toffoli e o contrato de 129 milhões de reais, O Amazônico traz algumas notas pinçadas na estupenda reportagem (mais uma) da jornalista Consuelo Dieguez, na edição _233 da revista piauí, sobre o escândalo que pode pôr a república abaixo.
Ela que está em xeque eterno, na medida em que são tantas as tretas diárias e tragédias pessoais, como a de Itumbiara, além da suspeita de linchamento no caso do cão Orelha, e tutti quanti, fazendo parecer que nada mais choca o Bananão do Carnaval eterno.
Banco Central x Master: capítulo à parte.
“A maior fraude bancária da história do país, Fernando Haddad, ministro da Fazenda.
Também chamado de BC ou Bacen, sobre os males, limitações e papel do banco, depoimentos colhidos pela repórter Consuelo Dieguez retratam falhas individuais, impotência, omissões, sucateamento e falta de pessoal, compondo mais um estupor diante do escândalo do Banco Master.
Quem calcula que o rombo liderado por Daniel Vorcaro pode chegar a mais de 60 bilhões de reais, cerca de 50% dos recursos do Fundo Garantidor de Crédito, são os próprios técnicos do FGC.
1 milhão de
prejudicados
O rombo lesou
cerca de 1 milhão de investidores.
Cálculo do
BC
O BC calcula a bancarrota do
banco de Daniel Vorcaro em 54,3 bilhões de reais.
Nunca foi
ilibado
Pelas regras do jogo, o
sujeito nem poderia ser dono de banco, pois não tinha “conduta
ilibada”, exigência para tanto. O mineiro era conhecido em Minas
Gerais por golpes na praça, inclusive na prefeitura de Belo
Horizonte e em institutos de pensão públicos.
18 ofícios
O BC emitiu 18 ofícios com
recomendações sobre ajuste de contas do Master.
Uma aspa da
autora da matéria
“O Banco
Master nasceu, cresceu, pintou e bordou debaixo do nariz do
economista Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central entre
02/19 e 12/24”.
Reuniões e
alertas
A diretoria do Fundo
Garantidor de Crédito, o FGC, fez 3 reuniões com Campos Neto para
pedir que a sangria do Master fosse contida.
Destino
Ironia
do destino, o Banco Central, o órgão fiscalizador e regulador do
sistema financeiro do país, foi tirado do papel, ou seja, criado,
pelo genial avô de quem herdara, além do sangue, o nome de batismo
do presidente indicado por Jair Bolsonaro, o lendário Roberto
Campos.
A quem de
direito?
“O FGC existe para
proteger os investidores e não para salvar criminosos”, disse um
representante do mercado financeiro cujo banco fez pesados aportes ao
FGC, revela a matéria.
Lembrança
Anotem
esses nomes: Ciro Nogueira, Antônio Rueda, Arthur Lira, Ibaneis
Rocha, Rui Costa, Jaques Wagner, Davi Alcolumbre, Jonathan de Jesus,
Nelson Tanure; os ministros do STF Dias Toffoli e Alexandre de
Moraes; o aposentado Ricardo Lewandowski, laranjas, irmãos, irmã,
primo, cunhado, pai, filho, presidentes de bancos públicos,
dirigentes da CVM, e mais, muito mais, inclusive, um padre e um
pastor, presentes na barafunda.
Tenebrosas
transações = 12,2 bilhões
A
mais tenebrosa transação, segundo a autora, foi a compra pelo BRB
de carteiras de crédito no valor de 12,2 bilhões de reais que
simplesmente não existiam.
Togados do
Tayayá
Uma aula prática do
patrimonialismo brasileiro
Espécie
de editorial da piauí, a coluna da edição_233, na página 6,
assinada pelo apresentador do Foro de
Teresina, Fernando de Barros e
Silva, ex-diretor de redação da revista, desce a lenha nas suas
excelências a partir de um texto sereno e implacável sobre a lama
em que dois (ou mais) ministros do STF meteram a instituição.
Ponto.
Decomposição
da imagem do STF
Enfim, o ora
alter ego do mecenas de pauí, João Moreira Salles, documentarista
profissional, bilionário e herdeiro de banco existencial, inicia
falando da decomposição institucional do STF, a Suprema Corte
Constitucional da República, para terminar com uma baita, senão
fina ironia. Bem feito!
Manual x
ironia final (e
capital)
Sobre o código de
ética proposto por Edson Fachin, o autor caprichou:
“(…) para que não se diga que a imprensa só quer saber de propagar o caos, fica aqui uma pequena sugestão para o novo manual de conduta do STF: daqui em diante, o Gilmarpalooza se realizará em solo pátrio e passará a ser chamado de Fórum Jurídico de Tayayá. Em nome da austeridade, os jatinhos estão banidos e os convidados devem se dirigir ao local apenas de helicóptero. E vinho, só nacional. Tim-tim.”
Desenho
Em sendo carnaval, um idiota tipo o Eremildo ousa perguntar: “Hum, neste último caso, seria por causa da viagem do Toffoli e do advogado do Master pra final da Libertadores (torcida do Palmeiras) no jatinho do mesmo cara que também estava no helicóptero do banqueiro, aqueles que foram mostrados nos vídeos revelados pelo Portal Metrópoles, os quais foram recebidos com fausto pelo mesmo Toffoli no Tayayá. Será?
