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O seguro como blindagem estratégica: como Belém está redefinindo a proteção patrimonial

Para especialista, erro mais grave é comprar o seguro olhando exclusivamente para o prêmio mais barato, sem entender o que está de fato contratado

Em um cenário de mudanças climáticas e avanço tecnológico, especialistas alertam que a gestão de riscos inteligente deixou de ser um luxo para se tornar pilar de sustentabilidade para famílias e empresas.

O mercado de seguros no Brasil vive um momento de transformação. Com previsões de movimentar cerca de R$ 808 bilhões em 2026, o setor reflete uma mudança de paradigma também na capital paraense: o seguro, antes visto muitas vezes como um "gasto adiável", assume hoje o papel de protagonista na blindagem do patrimônio familiar e empresarial.

Para Antônio Jorge Vidigal, diretor comercial da JGS Corretores de Seguros, essa evolução comportamental em Belém é um reflexo direto de uma maior maturidade do consumidor ao lidar com a imprevisibilidade.

"Nosso papel tem sido o de oferecer clareza em um momento em que as pessoas e empresas buscam mais segurança para seus investimentos e lares. O que observamos é uma mudança na forma como o cliente enxerga o seguro: ele passa a buscar, cada vez mais, uma parceria técnica que compreenda as particularidades do nosso mercado local e ajude a desenhar proteções que realmente façam sentido para o dia a dia", afirma Vidigal.

A "Onda Verde" e o desafio da reparabilidade
A ascensão dos veículos elétricos e híbridos nas ruas de Belém trouxe novos debates sobre o seguro automotivo. Embora a lógica de proteção seja similar à dos veículos a combustão, o diretor da JGS destaca um ponto de atenção crucial para o consumidor: a reparabilidade.

"Em muitos casos, o seguro desses veículos pode ficar mais caro devido à dificuldade técnica e ao alto custo de peças para reposição. Quando a oficina não consegue reparar o componente — como no caso de baterias específicas —, o resultado acaba sendo a perda total", explica.

Por isso, contar com uma consultoria especializada antes da contratação é fundamental para entender as nuances de franquias e coberturas específicas para a tecnologia escolhida.

Proteção contra as intempéries locais
Outro fator que tem aquecido a procura por seguros customizados são os eventos climáticos severos e a instabilidade na rede elétrica, realidades presentes no dia a dia da capital.

Segundo o especialista, os prejuízos mais comuns hoje envolvem a queima de equipamentos eletroeletrônicos por oscilações de tensão e danos a motores por calço hidráulico em vias alagadas.

"Contar com coberturas específicas para fenômenos da natureza e danos elétricos deixou de ser um luxo e virou uma necessidade básica de sobrevivência financeira para lares e negócios", alerta Vidigal.

Gestão de riscos: o segredo para a economia inteligente
Questionado sobre o maior erro que os consumidores cometem, o diretor comercial é categórico: o foco excessivo no preço final em detrimento da qualidade das coberturas.

 "O erro mais grave é comprar o seguro olhando exclusivamente para o prêmio mais barato, sem entender o que está de fato contratado. Muitas vezes, a pessoa retira coberturas essenciais só para baratear o custo, descobrindo a falha justamente na hora em que mais precisa do atendimento."

Para quem deseja economizar com inteligência, a estratégia defendida pela JGS é clara: personalização e prevenção.

"Um bom corretor não vende um produto de prateleira; ele desenha a solução sob medida para o bolso do cliente, garimpando o melhor custo-benefício técnico", conclui.

Com mais de 40 anos de atuação, a JGS consolidou-se como referência no desenvolvimento de "Inteligência em Seguros", provando que, em um mundo de incertezas, a melhor forma de proteger o futuro é planejar cada passo com solidez e suporte técnico especializado.


Crédito imagem: Reprodução






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Toni Remigio
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