Operação prende seis suspeitos de fraudes em compras de cargas na Grande Belém
Investigação aponta uso de CNPJs de empresas cadastradas para realizar pedidos fraudulentos; prejuízo de uma das vítimas chega a R$ 50 mil
Seis pessoas foram presas pela Polícia Civil na quinta-feira (8), durante a segunda etapa da operação “O Canto da Sereia”, que apura crimes de estelionato e associação criminosa em Belém e Ananindeua. De acordo com as investigações, os suspeitos utilizavam dados cadastrais de empresas para adquirir mercadorias sem efetuar os pagamentos devidos.
A apuração é conduzida pela Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Carga (DRFRC), que recebeu denúncias sobre negociações realizadas por telefone. Conforme a polícia, os investigados faziam pedidos em nome de empresas previamente cadastradas e combinavam pagamentos por boletos bancários ou links para transações com cartões de crédito.
As fraudes eram percebidas pelas empresas quando os boletos não eram quitados ou as compras acabavam canceladas. Um dos casos investigados envolve uma empresa de óleos lubrificantes, que registrou prejuízo estimado em R$ 50 mil após a negociação de uma carga com mais de 45 caixas de produtos.
Investigação aponta divisão de tarefas
Segundo a delegada Rosamalena Abreu, uma mulher e dois homens são apontados como os principais articuladores do esquema. A suspeita teria realizado compras utilizando o CNPJ de diferentes empresas e se identificado com um nome falso durante as negociações.
Já os dois homens seriam responsáveis por providenciar a documentação falsa empregada nas transações e organizar a distribuição dos produtos obtidos por meio das compras fraudulentas.
A segunda fase da operação foi realizada com o cumprimento de mandados de prisão temporária e de busca e apreensão domiciliar, autorizados pelo Juízo de Garantias da Região Metropolitana de Belém.
Documentos falsificados são apreendidos no Jurunas
Durante uma das diligências, no bairro do Jurunas, em Belém, os policiais encontraram documentos de identidade com um dos investigados. A perícia constatou que os documentos eram falsos, levando à prisão em flagrante do suspeito por falsificação de documento público.
A Polícia Civil informou ainda que a mulher apontada como uma das articuladoras pertence a uma família com registros de autuações policiais relacionadas ao tráfico de entorpecentes no Pará.
Os seis presos foram levados à delegacia para os procedimentos legais e permanecem à disposição da Justiça. A investigação continua com o objetivo de identificar outros possíveis participantes e esclarecer a extensão das fraudes.
Foto: Ascom PCPA
