PIB do Pará tem desempenho superior ao nacional no segundo trimestre
Em 2026, Estado alcançou a cifra de R$ 74,8 bilhões, ampliando sua participação para 2,2% no cenário brasileiro, diz Fapespa
A economia do Pará registrou um desempenho superior ao cenário nacional no segundo trimestre de 2026, impulsionada pelo avanço dos principais setores produtivos locais.
Os dados oficiais
foram compilados pela Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e
Pesquisas (Fapespa), com base no Sistema de Contas Nacionais
Trimestrais (SCNT/IBGE).
O
estudo acompanhou a evolução da atividade econômica paraense, com
destaque para o comportamento do PIB estadual em comparação ao PIB
do Brasil, além do detalhamento dos setores que movimentam esse
resultado.
Pará
amplia participação no PIB nacional
Num
panorama geral, no segundo trimestre de 2026, o PIB do Pará alcançou
a cifra de R$ 74,8 bilhões, ampliando sua participação para 2,2%
no PIB nacional, este que somou R$ 3,42 trilhões no referido
trimestre.
O destaque ficou no Setor de Serviços que
manteve a liderança em volume financeiro no estado, movimentando R$
39,4 bilhões, cerca de 52,6% do PIB estadual.
O
setor industrial alcançou a margem de R$ 17,9 bilhões, impulsionado
pela indústria extrativa mineral, que registrou R$ 7,87 bilhões e
representou 5,9% de toda a produção extrativa do Brasil, seguido do
setor agropecuário que movimentou R$ 11,37 bilhões, registrando seu
maior peso no cenário federal ao responder por 5,6% do setor
agropecuário nacional.
Crescimento
No
comparativo deste trimestre com o primeiro trimestre de 2026, o PIB
do Pará cresceu no segundo trimestre de 2026, apresentando alta de
1,17%, superando com folga o ritmo de crescimento do País, que ficou
em estabilidade em 0,48%.
Nesse cenário, a recuperação
paraense foi conduzida pela forte reação do setor agropecuário e
pela retomada industrial.
A
agropecuária totalizou alta de 8,72%, enquanto o Brasil movimentou
um crescimento de 2,82%. O setor foi beneficiado pelo tempo seco na
colheita do milho 2ª safra e pela alta no abate e no preço da
arroba do boi gordo.
Na
indústria, a recuperação foi alavancada pela produção recorde no
complexo de ferro S11D, e somou alta de 2,88%, enquanto o Brasil
ficou com base em +0,12%.
Já no setor serviços,
neste comparativo, o Estado registrou desaceleração pontual,
impactado pela retração no segmento imobiliário, obtendo a base
de -1,66% frente ao Brasil com +0,19%.
No
comparativo deste trimestre com o mesmo trimestre de 2025, o PIB
paraense apresentou ligeiro recuo de 0,07%, enquanto o Brasil cresceu
1,98%, baseado no recuo dos números da Indústria, que apresentou
uma baixa de 8,03%, enquanto o Brasil apresentou avanço de 1,50%. O
setor foi impactado pela menor disponibilidade de minério
run-of-mine no Sistema Norte da Vale.
Os
setores, agropecuário e serviços, obtiveram bons desempenhos. A
agropecuária apresentou excelente desempenho, impulsionado pelas
condições climáticas favoráveis para os grãos, com números em
alta de 8,02% frente ao Brasil com 6,76%.
Serviços
avançou de forma consistente, focado na Administração Pública e
em serviços prestados às famílias. Neste setor, os números
apontaram +1,18% e no Brasil +1,52%. O
evidente avanço do agronegócio não chegou a anular totalmente os
efeitos do menor volume de extração mineral, em Serra Norte.
Acumulado
do ano
No acumulado dos seis primeiros meses de 2026, em comparação ao primeiro semestre de 2025, a economia paraense voltou para o campo positivo, registrando crescimento de 0,33%. No Brasil, o crescimento foi de 1,91%.
Com
grande destaque no semestre, a agropecuária obteve crescimento de
7,08%, superando com folga média nacional de 3,59%. Esse avanço
acumulado de 7,08% no setor reflete o bom momento da agricultura com
alta de 3,82% e o salto da pecuária em 17,0%.
Ainda
na agricultura, as chuvas adequadas no início do ano favoreceram a
segunda safra do milho, que alcançou 1,59 milhão de toneladas,
totalizando crescimento de 5,4%.
É
destaque, ainda, os crescimentos da cana-de-açúcar (+18,2%),
mandioca (+4,8%) e cacau (+3,1%). O faturamento do setor também foi
impulsionado pela pecuária, com aumento de 5% nos abates bovinos
somado à valorização de 19% no preço do boi gordo.
O
setor industrial segue em patamar negativo no acumulado do ano, mas
dá sinais de desaceleração das perdas a partir do segundo
trimestre.
Apesar da queda de 10,36%, a Indústria
Extrativa reagiu com produção recorde para o período no S11D, com
23,4 milhões de toneladas, alta de 11,9% no ano, e avanços nas
minas de cobre de Salobo, com +3,8%, e Sossego, com +26,3%.
O
resultado, no entanto, foi pressionado pela menor oferta de minério
em Serra Norte, com recuo de -20,5%, e pela desvalorização da
commodity no mercado internacional, cotada a US$ 99,2 por tonelada.
Na Indústria de Transformação, que acumula queda de
6,88%, apenas a Metalurgia encerrou positivamente, com alta de +4,1%.
Já a Construção Civil recuou -4,62%, impactada pela alta de custos
no pós-COP 30, com o INCC subindo 6%.
O
setor de serviços acumulou crescimento de 3,37% no ano, sustentado
pela Administração Pública, Comunicação (+6,06%) e Transportes
(+3,63%). Uma expansão sólida acima do ritmo brasileiro, que foi de
1,82%, puxada por Outros Serviços (+7,17%) e Administração Pública
(+6,81%).
A
força do setor seguiu gerando impacto direto no emprego formal.
Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados
(CAGED), foram gerados 6.033 novos postos de trabalho com carteira
assinada no Pará pelo segmento de serviços e comércio, apenas no
segundo trimestre de 2026. Uma somatória de mais de 13,2 mil
empregos criados no primeiro semestre.
Economia
do Pará mantém solidez
“O acompanhamento do PIB trimestral nos permite captar as oscilações e as especificações das estruturas produtivas paraenses. No segundo trimestre, observamos como a força da agropecuária, impulsionado pela safra de milho e valorização da pecuária, aliado a recuperação pontual da indústria, foi decisivo para colocar a economia do estado em trajetória de crescimento de acima na média nacional”, destacou Rickson Oliveira, pesquisador responsável pela elaboração do relatório da Fapespa.
O
boletim de resultados do PIB Trimestral do Estado do Pará referente
ao segundo trimestre de 2026, elaborado pela Diretoria de Estatística
e de Tecnologia e Gestão da Informação (DETGI) e da Coordenadoria
de Estatística Econômica e Contas Regionais (CEECR) da Fapespa,
reafirma a solidez da economia paraense impulsionada por seus
principais setores e suas atividades que seguem como os principais
motores de crescimento e influência no perfil produtivo do estado.
“A
publicação do PIB trimestral pela Fapespa constitui um instrumento
fundamental para a tomada de decisões estratégicas, tanto no setor
público quanto no privado. O documento apresenta, com celeridade, o
desempenho da economia em seus diversos segmentos, evidenciando as
áreas de expansão, retração ou estabilidade. Tais indicadores são
indispensáveis para balizar as ações necessárias à manutenção
do crescimento estadual de forma multissetorial. Esse é o papel
primordial da Fapespa: fornecer informações qualificadas que
permitam ao Governo do Pará continuar a impulsionar a economia
regional e a promover a melhoria da qualidade de vida de seus
cidadãos”, explicou Marcel Botelho, presidente da Fapespa.
Mais
informações a respeito dos resultados do PIB do Pará do 2º
trimestre de 2026 estão disponíveis no site oficial da Fapespa
fapespa.pa.gov.br e Boletim do PIB do Pará - 2º Trimestre de
2026.
Com informações e imagem: Agência
Pará
