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PMB ouve feirantes do Telégrado sobre projeto do Novo Complexo

Seinfra ouviu permissionários do mercado, da avenidas Senador Lemos e da rua Magno de Araújo para atualizar informações e adequar a reorganização dos espaços

Ouvir quem vive diariamente o espaço é uma das etapas para construir uma intervenção que atenda às necessidades de trabalhadores e consumidores. Com esse objetivo, a Prefeitura Municipal de Belém (PMB), por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra), realizou, na manhã desta quinta-feira, 24, uma escuta ativa com os feirantes do Telégrafo.


A iniciativa ocorreu na Feira do Telégrafo e faz parte do processo de revisão e aperfeiçoamento do projeto do Novo Complexo da Feira do Telégrafo.


Para realizar o levantamento, as equipes da Seinfra formaram em três grupos, que percorreram diferentes pontos da área: o mercado, a avenida Senador Lemos e a rua Magno de Araújo.


Durante as conversas, foram coletadas informações como dados pessoais dos permissionários, segmento de atuação, quantidade de barracas e equipamentos utilizados, além da situação do cadastro junto à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (Sedcon) e os comprovantes de permissão.


O levantamento é necessário para definir com precisão a quantidade de trabalhadores que serão contemplados pelo novo projeto e, a partir dessas informações, adequar a estrutura às necessidades de quem utiliza o espaço diariamente. 


O secretário municipal de Infraestrutura, Fábio Rodrigues, explicou que a iniciativa busca aperfeiçoar a proposta a partir das informações apresentadas pelos próprios trabalhadores.


“Hoje, a Seinfra inicia um processo de aperfeiçoamento do projeto de requalificação da feira e do mercado do Telégrafo. Estamos passando de barraca em barraca, de permissionário em permissionário, para compreender suas necessidades e saber exatamente o que cada um comercializa. Com essas informações, vamos ajustar o projeto e definir a melhor forma de acomodar os trabalhadores dentro do mercado.”


Projeto será ajustado a partir das demandas

Além dos dados cadastrais, a escuta também permite que os feirantes apresentem reclamações, sugestões e necessidades relacionadas ao funcionamento do espaço.

As informações serão analisadas pela equipe técnica para que sejam incorporadas ao projeto de requalificação.


O objetivo é proporcionar melhores condições de trabalho, circulação e atendimento ao público, considerando tanto os trabalhadores quanto os moradores e consumidores que frequentam a região.


A expectativa da equipe técnica é concluir o levantamento entre até esta sexta-feira, 25. Permissionários que ainda precisarem apresentar algum comprovante ou regularizar informações junto à Sedcon poderão complementar os dados posteriormente.


Após a consolidação das informações, o projeto será novamente analisado e ajustado. A previsão apresentada pela equipe é de que em aproximadamente 15 dias seja concluída uma nova versão da proposta e elaborado um plano de ação para a retomada da obra.


Fábio Rodrigues destacou que a intervenção não prevê uma ampliação do prédio existente, mas uma requalificação da estrutura atual e reorganização dos espaços destinados aos trabalhadores.


“Assim que concluirmos o levantamento, vamos ajustar o projeto para planejar a execução da obra. A proposta não é ampliar o mercado, mas requalificar o espaço. O pessoal que está na Magno de Araújo, no segmento de farinha, permanecerá lá, e vamos encontrar uma forma de acomodar os demais trabalhadores no interior do mercado”, explicou o secretário.


Feirantes relatam expectativas com a mudança

A escuta também foi marcada pelo relato de trabalhadores que atuam há muitos anos na região e que acompanham as discussões sobre a reestruturação do espaço.


Daniel Lopes da Silva, que comercializa farinha há mais de 45 anos na rua Magno de Araújo, destacou a importância de preservar a atividade que começou com o pai e passou por diferentes gerações da família.


“Ficamos muito felizes quando o secretário Fábio nos recebeu e ouviu o que precisávamos. Antes, estávamos preocupados e até perdendo o sono. Hoje estamos mais tranquilos porque conseguimos conversar, apresentar nossas necessidades e chegar a um consenso junto a Prefeitura de Belém”, disse.

“Essa banca começou com meu pai, passou pelo meu irmão e chegou até mim. É um legado de mais de 45 anos, que ajudou a criar nossa família. Podemos ter outros empreendimentos, mas não queremos deixar essa história acabar”, concluiu.


Para Aldemir Lima da Silva, permissionário que trabalha com hortifrúti há mais de dez anos na Avenida Senador Lemos coma esposa, a mudança também representa uma oportunidade de garantir mais segurança para os trabalhadores.


“Nós queremos uma melhoria, principalmente porque estamos trabalhando em uma via pública e corremos riscos. Já aconteceram acidentes e algumas bancas chegaram a ser atingidas por veículos”, falou.

“Ter um local definitivo representa mais segurança para nós. O importante é que a Prefeitura esteja vindo nos ouvir, porque somos nós que sabemos o que funciona melhor para o nosso trabalho. Para onde formos, vamos levar nossos clientes, porque temos qualidade e bom atendimento”, acrescentou.


Novo Complexo do Telégrafo

O projeto do Novo Complexo da Feira do Telégrafo contempla a área localizada na avenida Senador Lemos, entre as travessa Djalma Dutra e a rua Magno de Araújo, e na rua Magno de Araújo, entre a avenida Senador Lemos e a passagem Isabel.


A intervenção beneficia 193 trabalhadores que atualmente atuam nesses dois trechos.


A proposta prevê a requalificação do prédio do mercado e a implantação de uma nova feira na rua Magno de Araújo, com cobertura e 141 espaços entre boxes e barracas, destinados à organização das atividades comerciais.


O objetivo é oferecer melhores condições de trabalho, circulação, segurança e atendimento ao público, substituindo estruturas antigas por ambientes mais adequados para os trabalhadores e consumidores.




Saiba mais em www.prefeitura.belem.pa.gov.br




Com informações e imagem: Secom-PMB




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Toni Remigio
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