Rogai por nós, bicolores!
Querida Nazinha,
Começo esta cartinha com o mesmo título que usei na carta que lhe enviei em xxx. Naquele ano, a situação do Paysandu não era fácil para conseguirmos o acesso. Mas ele veio. Graças a sua intercessão.
O roteiro daquele acesso foi inesquecível. Principalmente para o torcedor bicolor que acompanhou a trasladação na noite de sábado ao mesmo tempo em que o Papão decidia o acesso. Ou ainda quem, como eu, estava na porta da sede bicolor no exato momento no qual você passava em frente à sede e o Paysandu encerrava seu jogo no Rio, contra o Volta Redonda, e uma combinação de resultados garantiu a sua volta à série B mesmo perdendo.
O time comandado por Hélio dos Anjos era marcado pela fibra e intensidade. E sou daquelas que acredita que o destino de um time de futebol nos campeonatos, assim como nossas vidas, é decidido pela turma aí de cima. E quem comanda esse time celestial, principalmente no mês de outubro, é você, mãezinha.
Três anos depois, aqui está sua filha, novamente, para pedir dessa vez um quase milagre do acesso bicolor. A situação é mais trabalhosa do que em 2023. O Paysandu precisa vencer o Brusque na casa do adversário e ainda depender de outro resultado: a vitória da Ferroviária contra a Inter de Limeira.
Eu já havia jogado a toalha, confesso. Mas a vitória no último jogo e o improvável empate na outra partida me devolveu uma esperança perigosa, que levita em meio ao medo da frustração.
Assim como em 2023, o time bicolor é comandado por um treinador com a alma em chamas: Mazola. Objetivo, intenso e (um anjo sopra no meu ouvido este adjetivo): predestinado.
Nossa Senhora de Nazaré, nos traga esse acesso! Prometo ficar um ano sem beber. Só deixe passar meu aniversário, no dia 26, combinado??
Ass: Sua filha que anda se comportando muito bem.
