Tráfico internacional e lavagem de dinheiro: PF deflagra Operação Eclesiastes.
Segundo os federais, grupo criminoso pode ter movimentado mais de R$1 bilhão.
Com o objetivo de desarticular uma organização criminosa voltada ao tráfico internacional de drogas e à lavagem de capitais, a Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira, 08, a Operação Eclesiastes.
R$ 1 bi
Investigações sobre um complexo esquema de ocultação de valores revelaram, a partir de relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), movimentações superiores a um bilhão de reais.
”Pesca”
A apuração da PF revelou ainda que o grupo utilizava embarcações pesqueiras para o transporte de drogas.
Colaboradores
Os criminosos contavam, segundo a PF, com uma rede de colaboradores em vários estados do país.
Falecido
Um empresário paraense falecido há pouco tempo foi apontado como principal responsável pela logística e movimentação financeira ilícita, que era realizada por meio de empresas de fachada e “laranjas”.
Mandados
Foram cumpridos 19 mandados de prisão preventiva e 30 de busca e apreensão, além do sequestro judicial de bens e valores que podem alcançar R$ 1,5 bilhão, conforme decisão da 4ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Pará.
Diligências
As diligências ocorreram em Belém, Ananindeua e municípios da região metropolitana, com o apoio de expressivo efetivo policial.
Garimpos ilegais
O grupo também é investigado por financiar garimpos ilegais e a entrada irregular de ouro no país, demonstrando a interligação entre os crimes de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e mineração ilícita.
Apreensões
Na operação, foram apreendidos documentos, celulares, veículos de luxo e valores em espécie.
Imóveis bloqueados
A Operação Eclesiastes também cumpriu bloqueios judiciais de contas bancárias e imóveis residenciais.
CPF cancelado
Durante o cumprimento de um dos mandados de busca e apreensão, um suspeito reagiu à abordagem policial, foi atingido e, embora tenha recebido atendimento imediato, não resistiu aos ferimentos.
Com informações e imagens: Ascom-PF/PA
