Trilhos ferroviários do século XIX são encontrados no Parque Estadual do Utinga
Vestígios de trilhos ferroviários do início do século XIX foram encontrados no Parque Estadual do Utinga. Pesquisadores encontraram os trilhos soterrados por décadas de vegetação e lama.
O estudo identificou que os trilhos são do sistema Decauville, tecnologia francesa de trilhos móveis, leves e adaptáveis a terrenos instáveis.
Esse modelo de instalação está relacionada ao Canal do Água Preta, obra do engenheiro Francisco Bolonha, que alimentava os reservatórios responsáveis pelo abastecimento da capital.
A primeira hipótese dos pesquisadores é que os trilhos serviam para o transporte de materiais de construção e manutenção dessa estrutura de abastecimento.
O pesquisador do Iderflor-Bio, Diego Barros, estudava o período do século XIX em Belém, e se deparou com os relatos sobre os trilhos. Então, iniciou-se uma busca por esses vestígios do passado.
Foram três momentos marcantes: um primeiro achado inconclusivo, um segundo fragmento com ferragens da empresa americana Byton — fornecedora de equipamentos de abastecimento na época — e, por fim, a descoberta mais emblemática.
Os trilhos, antes invisíveis, reforçam a identidade do Parque Estadual do Utinga como guardião da história e da biodiversidade.
A Gerência da Região Administrativa de Belém (GRB) do Ideflor-Bio já avalia formas de preservação e sinalização dos achados, vislumbrando a criação de um circuito histórico dentro do Parque Estadual do Utinga.
Com informações e imagem: Agência Pará.
