UBS da Floresta, no Pará, vira referência no atendimento às comunidades ribeirinhas
O jornal Folha de S. Paulo publicou a história referência da chamada UBS da Floresta, no Pará, que realiza atendimentos em Anã às comunidades ribeirinhas.
Antes de outubro de 2025, a UBS (Unidade Básica de Saúde), localizada dentro da Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns, funcionava apenas até às 23h, quando havia energia elétrica.
Tudo mudou com a chegada do projeto Saúde & Alegria, que transformou a unidade de saúde em UBS da Floresta.
O idealizador do projeto, o médico Eugenio Scannavino Netto, desenhou com ribeirinhos, prefeituras locais e IEPS (Instituto de Estudos para Políticas de Saúde) um "kit floresta" para postos de saúde em áreas remotas.
Segundo a Folha, o kit inclui sistema de energia solar off-grid ou híbrido (solar mais diesel), internet via satélite, geladeiras para conservação de vacinas e medicamentos e equipamentos essenciais para a atenção primária —termômetro, oxímetro, nebulizador, eletrocardiógrafo digital, desfibrilador, autoclave (para esterilizar), sonar, kits de emergência, oxigênio, materiais para remoção e kits para agentes de saúde e parteiras.
"A UBS da Floresta faz parte da estratégia de adaptar o SUS para cuidar das populações mais impactadas pelas mudanças climáticas, e o Saúde & Alegria é o parceiro perfeito para que isso se desenvolva com mais força na amazônia", disse o ministro à Folha.
O projeto também apoia a gestão de indicadores de saúde, com informações dos pacientes transmitidas em tempo real ao sistema do SUS. Antes, sem computador e conexão, os prontuários iam de barco para Santarém, uma vez por mês. O projeto criado há 20 anos no rio Tapajós virou política pública e, hoje, em torno de cem unidades navegam pela amazônia e pelo pantanal.
Créditos da imagem: Divulgação.
