Vazamento de dados: PF cumpre mandados judiciais expedidos pelo STF
Investigação apura se servidores da Receita Federal foram os responsáveis pelo vazamento de dados de autoridades
Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), a partir de
representação da Procuradoria-Geral da República (PGR), a Polícia
Federal (PF) cumpriu, nesta terça-feira, 17, quatro mandados de
busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, no âmbito
de investigação que apura possíveis vazamentos de dados da Receita
Federal envolvendo autoridades.
Além das buscas, foram
determinadas medidas cautelares, entre elas o monitoramento por
tornozeleira eletrônica, o afastamento do exercício de função
pública, o cancelamento de passaportes e a proibição de saída do
país.
Investigação foi determinada pelo ministro
Alexandre de Moraes após a divulgação de contrato firmado por sua
mulher com Banco Master
Apuração do
Estadão
De acordo com informações preliminares publicadas no
Blog do Fausto Macedo, a Receita questiona o inquérito, uma vez que, segundo interlocutores do colunista, o órgão não tem dados de contratos
particulares e, além disso, o acesso a informações sigilosas sem
procedimento fiscal aberto é uma prática sujeita a pena de
demissão.
Compliance Zero
As
suspeitas, escreveu Macedo, de que dados sigilosos de ministros e
seus familiares foram vazados, surgiram após o estouro da Operação
Compliance Zero, que investiga o Banco Master.
Divergências
Quando
o inquérito que apura possíveis vazamentos de dados fiscais de
ministros do Supremo e de familiares foi aberto por Alexandre de
Moraes, o Estadão apurou, sob reserva, o jornalista também afirmou também afirmou que um grupo de ministros defende que a investigação esclareça se
houve vazamento de informações sigilosas por parte de órgãos
federais.
Outra ala da Corte, disse Fausto Macedo, pelo contrário, avalia que o novo inquérito pode ser interpretado como uma forma de pressão ou represália a órgãos de controle.
Com informações e imagens: Ascom-PF/BSB
