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Em OESTADONET: MPPA amplia investigação sobre serraria clandestina e comunica MPF após identificar desmatamento de 1.185 hectares em área federal

Indícios relacionados ao desmatamento e à ocupação irregular da área serão encaminhados ao parquet federal

O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) ampliou e redefiniu o foco de um inquérito civil que investiga uma serraria clandestina no distrito de Cachoeira da Serra, município de Altamira, após uma análise técnica identificar um desmatamento de aproximadamente 1.185 hectares em uma área pertencente à União.


Embora a devastação tenha sido constatada em floresta pública federal, o MPPA esclareceu que a investigação estadual seguirá concentrada na apuração dos danos ambientais provocados pela atividade ilegal de beneficiamento de madeira, enquanto os indícios relacionados ao desmatamento e à ocupação irregular da área serão encaminhados ao Ministério Público Federal (MPF).

 

A medida foi oficializada por meio de portaria assinada pelo promotor de Justiça Nilson Júnior Pastrolin Ozorio, titular da 1ª Promotoria de Justiça de Novo Progresso.

O documento altera o objeto do Inquérito Civil instaurado em 2025 para deixar claro que a investigação trata exclusivamente da extensão do dano ambiental causado pela execução ilícita da atividade de serraria, da responsabilização dos envolvidos e da reparação integral dos prejuízos causados ao meio ambiente e à coletividade.

 

Segundo o despacho ministerial, o estudo técnico elaborado pelo Grupo de Apoio Técnico Interdisciplinar (GATI) apontou que a área onde ocorreu a autuação ambiental está localizada em uma Gleba da União classificada como Floresta Pública Federal Tipo B e integrante do Cadastro Nacional de Florestas Públicas.

O levantamento identificou que o local foi alvo de um desmatamento em larga escala ocorrido em 2020 e que atualmente estaria sendo utilizado para atividade pecuária, caracterizando possível usurpação de patrimônio público federal.

 

Apesar disso, a análise técnica não conseguiu comprovar que a madeira processada ilegalmente na serraria tenha sido extraída daquela área desmatada.

Diante dessa conclusão, o MPPA decidiu manter a investigação voltada à exploração irregular de madeira e ao funcionamento clandestino da serraria, que deram origem ao Processo Administrativo da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas).

 

No despacho, o promotor destaca que a portaria original gerava dúvidas ao mencionar, ao mesmo tempo, o desmatamento e a operação da serraria como objeto da investigação.

Com a retificação, o procedimento passa a tratar especificamente da obtenção, extração,
exploração e beneficiamento irregular de madeira, incluindo a madeira apreendida e outros volumes que eventualmente sejam identificados durante o andamento das investigações.

 

Como parte das novas diligências, o MPPA determinou o envio de ofício ao Ministério Público Federal, em Altamira, para que sejam adotadas as providências cíveis e criminais relacionadas ao desmatamento de aproximadamente 1.185 hectares em área federal.

Também foi expedido ofício à Semas, com prazo de 20 dias, requisitando informações atualizadas sobre a madeira apreendida, incluindo a identificação das espécies e o detalhamento da volumetria.

 

De acordo com o Ministério Público, essas informações são consideradas essenciais para calcular a extensão do dano ambiental e definir as medidas de reposição florestal ou de compensação indenizatória que poderão ser exigidas dos responsáveis, caso as irregularidades sejam confirmadas ao longo da investigação.


Com informações: www.oestadonet.com.br

Crédito imagem: Divulgação/Prefeitura de Altamira 








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Toni Remigio
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