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Espaço público: Parque da Cidade completa um ano e transforma rotina de moradores com esporte, lazer e oportunidades.

Legado da COP30, local recebe cerca de 5,8 mil visitantes por dia e se consolida como uma das principais áreas públicas da capital, reunindo esporte, cultura, educação e grandes eventos

Há quase um ano, Bruno da Silva, de 19 anos, decidiu subir pela primeira vez em um skate. A oportunidade surgiu quando Belém ganhou uma pista de padrão olímpico, no Parque da Cidade de Belém.


O que começou como curiosidade virou rotina. Hoje, o estudante frequenta o espaço praticamente todos os dias e é um dos milhares de moradores que incorporaram a área ao cotidiano, desde sua inauguração, em 27 de junho de 2025. 


Eu comecei a andar de skate por causa do parque. Quando abriu aqui perto de casa, pensei: agora vou aprender. Já tinha vontade de andar de skate e esse espaço foi um incentivo. Hoje venho praticamente todos os dias. Para quem gosta de praticar esporte ou simplesmente quer um lugar para relaxar, aqui virou referência”, conta o estudante. 


A história de Bruno ajuda a explicar a transformação do Parque da Cidade, em apenas um ano de funcionamento.

Construído como um dos principais legados da COP30, o espaço recebe atualmente cerca de 5,8 mil visitantes por dia, e se consolidou como um dos maiores investimentos públicos voltados ao esporte, lazer, cultura, educação e convivência da Amazônia.


Um legado que ficou para a cidade

Para a governadora do Pará, Hana Ghassan, o Parque da Cidade representa um legado permanente para os paraenses e um espaço que continuará contribuindo para o desenvolvimento social, cultural e educacional do Estado.


“O Parque da Cidade foi abraçado pela população de Belém. É um dos maiores legados da COP30, mas não apenas pela estrutura moderna e pelas opções de lazer e convívio. O parque é um legado para todos os paraenses porque também é um espaço que segue abrigando ações e debates relacionados ao nosso futuro, ao futuro da Amazônia, com educação, formação para o empreendedorismo na economia verde, respeito ao meio ambiente e um novo olhar das cidades para os desafios do clima”, disse ela.


Quem conheceu o espaço recentemente foi a autônoma Sanny Rodrigues, que levou o filho Anselmo para brincar no parque, pela primeira vez.


“Hoje as crianças vivem muito na frente das telas. Ter um lugar onde elas possam brincar, correr e simplesmente ser crianças faz toda a diferença. O parque transmite segurança, tem muitas opções de lazer e valeu muito a pena conhecer. É um legado importante da COP30 para a cidade”, avalia Sanny.


Muito além do lazer

Ao longo do primeiro ano, o Parque da Cidade nunca foi apenas uma área de lazer, após sediar os debates da Conferência do Clima de Belém, se tornando um espaço público multifuncional. O local já sediou o Natal Encantado, o Carnaval, programação de Páscoa, festejos juninos e transmissões dos jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026.

Encontros geeks, campeonatos estaduais de skate, muay thai e ginástica rítmica; os Jogos Estudantis do Pará (JEPs), ações de cidadania e assistência do programa “Por Todas Elas”, diversas outras atividades culturais e esportivas que passaram a integrar o calendário da capital também já ocorreram lá.


Mais do que isso, o parque também passou a abrigar iniciativas permanentes voltadas à formação profissional e à educação.

Entre elas estão a Escola de Empreendedorismo, desenvolvida em parceria entre Seduc, Secult e Sebrae Pará, e o Centro Gastronômico da Universidade do Estado do Pará (Uepa), que fortalece a formação prática dos estudantes de Gastronomia.


O secretário de Estado de Educação, Ricardo Sefer, destaca que o ambiente amplia as possibilidades de aprendizagem dos estudantes.


“Levar a Escola de Empreendedorismo para o Parque da Cidade significa oferecer aos nossos estudantes um ambiente moderno, para se aprender na prática, trocar experiências, desenvolver criatividade e protagonismo, preparando os jovens para os desafios das profissões do futuro,” pontua o titular da Seduc. 


Para o diretor do Centro Gastronômico da Uepa, Diego Aires, o espaço aproxima os estudantes da realidade profissional.


“O Centro Gastronômico amplia significativamente a formação prática dos alunos, permitindo experiências ligadas à gastronomia amazônica, inovação, empreendedorismo e aproximação com o mercado de trabalho,” explica o diretor.  


Um espaço incorporado à rotina

O aeroviário Cristiano Feitosa é outro frequentador assíduo da área. Patinador, ele diz que o Parque da Cidade se tornou praticamente sua terceira casa.


“Hoje minha rotina é trabalho, casa e parque. Antes nós não tínhamos um espaço tão amplo para praticar esporte. Viajo bastante pelo Brasil, por causa da profissão, e posso dizer que poucas capitais, até mesmo Rio de Janeiro e São Paulo, têm uma estrutura como essa. A pista é excelente e toda a população ganhou qualidade de vida com esse espaço”, destaca Cristiano.


A auxiliar administrativa Lindinalva Cardoso conheceu o parque recentemente, e já pretende voltar.


“A estrutura é perfeita. Em um dia não dá para conhecer tudo. O mais importante é saber que esse espaço ficou para os moradores. Agora quero voltar mais vezes, fazer um piquenique e aproveitar tudo o que ele oferece,” comenta Lindivalda.


Próxima programação

Entre os dias 1º e 30 de julho, o Parque da Cidade receberá a segunda edição da Colônia de Férias, promovida pela Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel).

A programação será realizada de terça a sexta-feira, das 8h às 11h e das 15h às 19h, além de atividades especiais aos finais de semana, como aulões e demonstrações esportivas em parceria com federações de diversas modalidades.


A expectativa é atender cerca de 1,8 mil participantes por dia, reforçando a vocação do Parque da Cidade como um espaço vivo, democrático e multifuncional, que um ano após a inauguração continua ampliando seu papel como um dos principais legados permanentes da COP30 para Belém e para todo o Pará.






Com informação e imagens: Agência Pará






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Toni Remigio
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