Grandes projetos na Amazônia - Lúcio Flávio Pinto em OESTADONET: As mutações da MRN - Mineradora que atua na Calha Norte é a maior produtora de bauxita do Brasil e a 3ª do mundo
A Vale, privatizada em 1997, anunciou ter concluído, em 2019, a venda de sua participação de 40% na MRN
A Mineração Rio do Norte foi o primeiro dos “grandes projetos” a entrar em operação na Amazônia, em 1979. Sete anos antes, a Alcan, multinacional canadense, que era a única proprietária do minério, decidiu suspender a implantação do projeto, alegando falta de atratividade no mercado mundial de bauxita. O governo brasileiro interveio e a – ainda estatal na época – Companhia Vale do Rio Doce assumiu o controle da empresa. Hoje, a MRN é a maior produtora de bauxita do Brasil e a terceira principal no mundo.
A Vale, privatizada em 1997, anunciou ter concluído, em 2019, a venda de sua participação de 40% na MRN, incluindo todas as obrigações e direitos associados, para a Ananke Alumina S.A., uma empresa afiliada à Norsk Hydro ASA (Hydro), multinacional norueguesa.
De acordo com a Vale, essa transação marcou a conclusão do principal programa de desinvestimento da empresa, que, assim, conseguiu “simplificar e reduzir a exposição ao risco dos seus negócios, resultando na eliminação de despesas de até 2 bilhões de dólares por ano”.
Bem
que a Vale podia mostrar em que setores conseguiu essa redução de
despesas.
A iniciativa “reforça a estratégia da Vale
de simplificação de portfólio e permite à empresa focar nos seus
principais negócios e oportunidades de crescimento, através de uma
alocação disciplinada de capital”, dizia o comunicado. informando
que o acordo vinculante com a subsidiária da Hydro envolveu valores
de 67,9 milhões de dólares.
Dos 2,2 bilhões de
reais que a mineradora faturou vendendo para seus sócios, a South32
foi o maior cliente, pagando R$ 723 milhões, em 2022. O outro sócio
é a Anglo-australiana Rio Tinto (com 25%).
Como pano de
fundo dessa movimentação de capital, todo o polo de alumínio, da
bauxita à alumina, se desnacionalizou. Tem sido uma mudança
discreta e pouco debatida, sem uma visão de conjunto das atividades
dessas multinacionais, na mais bem sucedida (ao menos para elas)
mudança de controle acionário.
Com
informações: www.oestadonet.com.br
Crédito imagem: Minério de bauxita - imagem ilustrativa
