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Lúcio Flávio Pinto em OESTADONET: Alunorte se recusa fornecer informações sobre implantação do complexo bauxita-caulim e alumínio no Pará

Trabalho e Capital na Amazônia Oriental (Greve, lutas e mobilização na Amazônia Oriental), do professor João Santiago, é o mais importante livro sobre o ciclo mineral no estado

Trabalho e Capital na Amazônia Oriental (Greve, lutas e mobilização na Amazônia Oriental), do professor João Santiago, é o mais importante livro sobre a implantação, no Pará, do complexo bauxita-caulim e alumínio.

 

O autor não só consultou uma ampla bibliografia teórica, como realizou uma pioneira pesquisa de campo sobre as relações dentro das unidades de produção da Albras, Alunorte, Paragominas e Trombetas, que poderiam ter outros desdobramentos e participações, se não fossem submetidas a uma reorientação.

 

A presença do Estado brasileiro na composição acionária dessas empresas foi aos poucos sendo desfeita, resultando no predomínio do capital estrangeiro.

 

O estudo é profundo e apresenta material inédito, resultante de uma participação ativa dos trabalhadores dessas fábricas e minas, controladas – em várias etapas o processo produtivo – por gigantes como Hydro, Alcoa, Glencore, South 32 e Rio Tinto.

 

O surpreendente foi a posição da Alunorte, de propriedade da norueguesa Hydro, ter se negado a participar do trabalho.

 

O autor registra que as informações e pedidos feitos à Alunorte por escrito “foram negados, o que dificultou nossa análise mais específica sobre a implantação do processo de Qualidade Total nesta empresa”.





Com informações:
www.oestadonet.com.br
Crédito ilustração: Territorium Revista Portuguesa de riscos prevenção e segurança, via OESTADONET




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Toni Remigio
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