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No Estadão: Após reeleição de Lula, Ibovespa cai 16,8% e bancos perdem R$ 249 bilhões

Alta do dólar ante o real, no mercado à vista, representa pior reação do mercado de câmbio no Brasil desde 1999; percepção inicial pode mudar conforme medidas fiscais anunciadas por Lula

O Ibovespa inicia, nesta segunda-feira, 26, uma semana sob forte pressão após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais de 2026, neste domingo, 25.


Logo no início do pregão, a B3 acionou o mecanismo de Circuit Breaker — quando as negociações são interrompidas por um período em momentos de forte volatilidade do mercado.

Foi a primeira vez que essa paralisação foi acionada desde 2020, durante a pandemia. Por volta das 10h48, após a retomada dos negócios, o Ibovespa abriu em queda de 16,8%, aos 170,4 mil pontos. Às 13h40, o índice ainda estava negativo em 15,7%.


Entre as ações que compõem o Ibov, as maiores baixas eram registradas nos papéis da Magazine Luiza (-57,4%), Vamos (56,8%) e C&A (-48,5%). Em comum, essas empresas têm forte relação com o desempenho da economia.


Os papéis da B3 também encostaram em 50% de queda na abertura do pregão, mas reduziram as perdas no início da tarde. Agora, a B3SA3 afunda 30%. Já as ações da Petrobras apresentam retração de 10,7%.


De acordo com levantamento feito pelo Broadcast, os bancos perderam R$ 249 bilhões em valor de mercado somente na primeira hora do pregão desta segunda.

No início da tarde, o BTG, Banco do Brasil e Bradesco registravam as maiores desvalorizações entre as grandes instituições: afundavam 32,7%, 29,65% e 23%, respectivamente. Os papéis do Itaú caíam 15,4%, enquanto as ações do Santander, 4,3%.


O dólar também abriu em forte alta. Por volta das 10h30, a moeda estava cotada a R$ 5,60, com uma valorização de 12%. Logo depois, o movimento arrefeceu. Na última atualização, a cotação era de R$ 5,43. No pregão de sexta-feira, 23, o câmbio fechou a R$ 4,99, após recuo de 0,92%.

A alta do dólar ante o real, no mercado à vista, representa a pior reação do mercado de câmbio no Brasil desde 15 de janeiro de 1999, quando o País encerrou o regime de bandas cambiais e adotou o câmbio flutuante, em meio à moratória do governo de Minas Gerais e à saída de Gustavo Franco da presidência do Banco Central, afirma o estrategista da Sincra, Gustavo Cruz.


Segundo ele, o mercado está precificando incertezas sobre a condução da política fiscal pelo governo reeleito, pois o resultado das urnas chancelou as medidas de gastos adotadas na gestão Lula.

Os investidores já esperavam que Flávio Bolsonaro não promovesse um ajuste fiscal profundo, mas contavam com a estabilização da dívida pública.

Agora, a percepção é de que a relação entre dívida e PIB poderá voltar a crescer. Cruz ressalva que essa é uma percepção inicial, que pode piorar ou se reverter conforme as medidas fiscais anunciadas por Lula.


Antes da abertura da Bolsa brasileira, ativos do País negociados em Nova York já registravam quedas expressivas. Às 9h31, o EWZ, principal ETF brasileiro negociado em Nova York, caía 25,95%.

O fundo replica uma carteira de ações do País e costuma funcionar como uma referência para o comportamento dos ativos brasileiros antes da abertura da B3.

A alta do dólar ante o real, no mercado à vista, representa a pior reação do mercado de câmbio no Brasil desde 15 de janeiro de 1999, quando o País encerrou o regime de bandas cambiais e adotou o câmbio flutuante, em meio à moratória do governo de Minas Gerais e à saída de Gustavo Franco da presidência do Banco Central, afirma o estrategista da Sincra, Gustavo Cruz.


Segundo ele, o mercado está precificando incertezas sobre a condução da política fiscal pelo governo reeleito, pois o resultado das urnas chancelou as medidas de gastos adotadas na gestão Lula.

Os investidores já esperavam que Flávio Bolsonaro não promovesse um ajuste fiscal profundo, mas contavam com a estabilização da dívida pública. Agora, a percepção é de que a relação entre dívida e PIB poderá voltar a crescer.

Cruz ressalva que essa é uma percepção inicial, que pode piorar ou se reverter conforme as medidas fiscais anunciadas por Lula.


Antes da abertura da Bolsa brasileira, ativos do País negociados em Nova York já registravam quedas expressivas. Às 9h31, o EWZ, principal ETF brasileiro negociado em Nova York, caía 25,95%.

O fundo replica uma carteira de ações do País e costuma funcionar como uma referência para o comportamento dos ativos brasileiros antes da abertura da B3.


Leia a matéria completa aqui: https://www.estadao.com.br/einvestidor/cenarios-e-mercado/ibovespa-hoje-fim-das-eleicoes-abre-nova-disputa-no-mercado-o-que-esta-em-jogo/



Crédito imagem: Reprodução 






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Toni Remigio
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