Santarém 365 anos: peças da cerâmica tapajônica são devolvidas à cidade após intermediação de OESTADONET.
Portal de Notícias, que dedica cobertura de excelência sobre a memória do município, foi designado por anônimo para devolver estatueta e machadinha de pedra
O Portal OESTADONET, que mantém uma editoria especializada para cobertura e resgate de fatos e personagens da história de Santarém, sob a responsabilidade do jornalista Lúcio Flávio Pinto, fez a entrega de duas peças da cerâmica tapajônica que haviam sido adquiridas por particulares e levadas clandestinamente para fora do município, na última sexta-feira, 19, ao acervo do Centro Cultural João Sena.
Por ocasião dos festejos dos 365 anos de fundação de Santarém, as duas peças retornam ao patrimônio municipal, após intermediação do jornalista Miguel Nogueira de Oliveira, diretor do Portal OESTADONET, junto à Secretaria Municipal de Cultura.
A iniciativa deve dar início a um amplo movimento da sociedade civil de resgate de coleções da cerâmica tapajônica espalhas por acervos particulares e em instituições do Brasil e do exterior.
O
Centro Cultural João Fona recebeu oficialmente duas peças
arqueológicas que passam a integrar seu acervo: uma estatueta
antropomorfa feminina de cerâmica tapajônica e um artefato lítico
polido em formato de lâmina cortante, conhecido como machadinha de
pedra.
Os objetos foram entregues pelo jornalista Miguel
Nogueira de Oliveira durante uma sessão pública realizada conforme
orientações dos órgãos responsáveis pela proteção do
patrimônio arqueológico.
As
peças haviam sido identificadas fora de Santarém e, após
articulação entre os envolvidos, foram devolvidas ao município.
O processo ocorreu com comunicação ao Instituto do
Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), ao Ministério
Público Federal (MPF) e à Universidade Federal do Oeste do Pará
(Ufopa), que deverá realizar estudos técnicos para análise da
origem, material e período histórico dos artefatos.
As
peças constituem patrimônio arqueológico da União e, por isso,
não devem permanecer sob guarda particular.
A devolução garante a preservação adequada dos objetos e possibilita que sejam estudados e disponibilizados para apreciação pública, contribuindo para o fortalecimento da memória e da história da região.
Ao
formalizar a entrega dos artefatos ao acervo do Centro Cultural João
Fona, Miguel Nogueira de Oliveira ressaltou a importância de
garantir que as peças recebam o tratamento adequado para sua
conservação e estudo.
“Assumi o compromisso de
entregar ao Centro Cultural João Fona essas peças que foram levadas
para o Rio de Janeiro e que agora retornam para Santarém para fazer
parte do acervo. É importante lembrar que elas possuem um profundo
valor histórico e precisam ser analisadas de forma adequada para que
possam ser datadas e estudadas”, destacou.
Para
a secretária municipal de Cultura, Priscila Castro, a incorporação
das peças arqueológicas ao acervo do Centro Cultural João Fona
reforçam a importância da preservação do patrimônio histórico e
cultural de Santarém.
Segundo ela, a iniciativa
demonstra a preocupação da população com a valorização da
memória coletiva e com a destinação adequada de artefatos que
ajudam a contar a história do município.
“Receber essas peças e abrir uma exposição que retrata a história de Santarém é muito significativo neste momento de celebração dos 365 anos da cidade. Isso mostra que a população compreende a importância de preservar o nosso patrimônio e garantir que esses artefatos sejam conservados, estudados e compartilhados com as futuras gerações”, destacou Priscila Castro.
Santarém
de Todos os Tempos
O Centro Cultural João Fona abriga a
exposição “Santarém de Todos os Tempos”, uma mostra que
convida o público a mergulhar na história do município por meio de
registros fotográficos de prédios históricos e patrimônios
arquitetônicos que ajudam a contar a trajetória da cidade.
Com
informações e imagem: www.oestadonet.com.br
