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Após impeachment, Senado manda ex-presidente Santiago Peña para prisão domiciliar

Decisão foi tomada nesta sexta-feira, 06, com 44 votos favoráveis e uma ausência. Vice-presidente Pedro Alliana assumiu o comando do país após a destituição.

O Senado do Paraguai aprovou, nesta sexta-feira, 06, por unanimidade dos parlamentares presentes, o impeachment do presidente Santiago Peña. A votação terminou com 44 votos favoráveis e uma ausência. Com a decisão, o chefe do Executivo foi declarado culpado por mau desempenho de suas funções e afastado do cargo.

A destituição ocorreu em meio a uma grave crise política e financeira provocada pelo colapso do Ueno Bank, instituição que deixou milhões de clientes sem acesso às próprias contas. O caso também levantou questionamentos sobre a relação de Peña com o grupo empresarial proprietário do banco.

A decisão foi tomada após um processo iniciado na Câmara dos Deputados, que aprovou a abertura do julgamento político na quinta-feira, 05, com 78 votos favoráveis. O procedimento foi conduzido pelo Senado, responsável por analisar as acusações e decidir sobre o afastamento do presidente.

As autoridades mandaram Peña para a prisão domiciliar até que o Ministério Público paraguaio defina as acusações contra ele.

Crise envolvendo banco motivou impeachment

A crise teve início após o Banco Central do Paraguai determinar a liquidação do Ueno Bank, em razão de problemas de solvência. A instituição, ligada ao Grupo Vázquez, atendia cerca de 3 milhões de clientes e concentrava aproximadamente US$ 850 milhões em depósitos públicos.

Santiago Peña foi acionista do grupo empresarial até março de 2025. A oposição acusou o presidente de conflito de interesses, favorecimento e irregularidades na destinação de recursos públicos e previdenciários ao banco.

As acusações também envolveram a nomeação de Carlos Carvallo, ex-dirigente da instituição financeira, para a presidência do Banco Central paraguaio. Peña negou irregularidades.

Vice-presidente assume o governo

Com a destituição de Peña, o então vice-presidente Pedro Alliana assumiu a Presidência do Paraguai para concluir o mandato, previsto até agosto de 2028.

Antes da votação, Peña havia anunciado sua renúncia, mas o processo de impeachment continuou. Após ser afastado, o ex-presidente foi colocado em prisão domiciliar enquanto as autoridades avançam nas investigações sobre possíveis crimes relacionados à crise bancária.

A crise provocou protestos em diferentes cidades paraguaias, com clientes e aposentados cobrando a devolução dos valores bloqueados e a responsabilização dos envolvidos.


Crédito imagem: AB




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Toni Remigio
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