Deu na Folha: Escassez de gás leva Hydro a cortar produção de alumina pela metade na Alunorte
Redução levou preço do alumínio a disparar e atingir maior alta em quase dois meses. Alunorte tem capacidade para produzir 6,3 milhões de toneladas de alumina por ano
Com informações da Agência REUTERS
O
jornal Folha de S. Paulo revelou em edição desta
terça-feira, 11, a notícia de que a Norsk Hydro informou hoje que, devido à diminuição no fornecimento de gás natural - o que contribuiu para que os preços do alumínio atingissem a maior alta em sete semanas -, a sua refinaria de alumina Alunorte, em Barcarena, reduziu a produção
para 50% da capacidade.
A
unidade tem capacidade para produzir 6,3 milhões de toneladas de
alumina por ano. São necessárias aproximadamente duas toneladas de
alumina, uma substância refinada a partir da bauxita, para produzir
uma tonelada de alumínio metálico.
A
empresa norueguesa informou ainda, diz a Folha, que
implementou medidas de contingência para mitigar o impacto nas
operações da Alunorte após ser informada sobre interrupções no
fornecimento por parte de sua fornecedora de gás, a Celba.
"As medidas incluem a compra de volumes de gás no mercado à vista, a solicitação de acesso direto ao terminal de recebimento e regaseificação de GNL de Barcarena e a redução temporária da produção de alumina para 50%", informou a empresa norueguesa em comunicado.
Impacto
O
impacto financeiro potencial no terceiro trimestre, decorrente da
redução da produção e da compra de gás a preços acima do preço
contratual, pode ser de US$ 75 milhões a US$ 100 milhões (R$ 383,32
milhões a R$ 511,1 milhões), comunicou a Hydro.
"A
Alunorte começará a aumentar a produção até atingir a capacidade
total assim que a disponibilidade de gás se normalizar", disse
a multinacional.
Os
preços de referência do alumínio de três meses na London Metal
Exchange, que já estão elevados devido à redução dos
estoques e às interrupções no abastecimento provenientes do
Oriente Médio em função da guerra, subiram até 2%, para US$
3.382,50 (R$ 17,29 mil) por tonelada nesta terça-feira, o maior
valor desde 22 de junho, informou o periódico.
Com
informações: www.folha.com.br
Crédito
imagem: Reprodução internet
