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Em OESTADONET: Pará domina ranking nacional da população quilombola.

Oriximiná está na quarta posição; Santarém e Óbidos também abrigam dezenas de comunidades tradicionais distribuídas em áreas rurais, ribeirinhas e de várzea.

O Pará reafirmou sua posição como o estado com a maior população quilombola do país no Censo Demográfico 2022, divulgado pelo IBGE.


Além de liderar com folga o ranking nacional, o estado ocupa praticamente todas as primeiras colocações entre os 20 municípios com maior número de quilombolas, com destaque para Oriximiná, no oeste paraense, que aparece na quarta posição e consolida a força histórica e cultural da região amazônica.

 

Pela primeira vez na história, a população quilombola foi identificada como um grupo étnico em um censo demográfico nacional.

O levantamento do IBGE contabilizou, no Pará, 135.603 quilombolas, sendo 44.560 residentes em territórios quilombolas oficialmente reconhecidos e 91.043 vivendo fora dessas áreas.

 

No ranking nacional dos municípios com maior população quilombola, Abaetetuba lidera com 14.526 pessoas, seguida por Baião, com 12.857, e Cametá, com 10.135.

O município de Oriximiná, no oeste do Pará, ocupa a quarta colocação, com 9.451 quilombolas, destacando-se como a principal referência da região e um dos mais importantes territórios quilombolas do Brasil.

 

No oeste do Pará, além de Oriximiná, que ocupa a quarta colocação nacional com 9.451 quilombolas, outros municípios também se destacam pela expressiva presença dessas comunidades. 

 

Santarém e Óbidos figuram entre os municípios paraenses com significativa população quilombola, abrigando dezenas de comunidades tradicionais distribuídas em áreas rurais, ribeirinhas e de várzea.

Juntos, esses municípios reforçam a importância da região oeste do estado como um dos principais redutos da cultura quilombola na Amazônia, preservando tradições, modos de vida, saberes ancestrais e desempenhando papel fundamental na conservação da sociobiodiversidade amazônica.

 

A predominância paraense na lista evidencia a relevância do estado na preservação das comunidades tradicionais.

Além dos quatro municípios entre os primeiros colocados, o Pará também aparece com Salvaterra na sexta posição e concentra quase a totalidade do ranking nacional.

Fora do estado, apenas Macapá, no Amapá, figura entre os primeiros colocados, em quinto lugar, enquanto Barreirinha, no Amazonas, completa a lista dos 20 maiores municípios.

 

Segundo o IBGE, a inclusão da população quilombola no Censo 2022 seguiu as diretrizes da Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e das Nações Unidas, em um processo construído de forma participativa.

Representantes quilombolas acompanharam todas as etapas da operação censitária, desde o mapeamento das comunidades e elaboração dos questionários até o treinamento dos recenseadores e a divulgação dos resultados.

 

Os dados do Censo 2022 representam um marco para as políticas públicas voltadas às comunidades quilombolas, oferecendo um retrato inédito da distribuição dessa população no Brasil e fortalecendo o reconhecimento de seus direitos, de sua identidade e da contribuição histórica desses povos para a formação da Amazônia e do país.




Com informações e imagem (arquivo): www.oestadonet.com.br






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Toni Remigio
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