Nelson Maués, o bom. Lúcio Flávio Pinto se despede do amigo em OESTADONET.
Por Lúcio Flávio Pinto em 8 de julho de 2026
A última
vez que me encontrei com o Nelson Maués foi quando ele veio em casa
me trazendo seu livro “De Mosqueiro a Xangai”. Escrevi a respeito
e ele me telefonou agradecendo.
Como sempre, em nenhum desses encontros encontrei o Nelson abatido. Agora que ele morreu, tão cedo, fiquei pensando em um personagem de Ziraldo: Jeremias, o bom. A definição podia ser estendida ao Nelson, também um bom.
Com sua altura e sua energia, ele foi um dos destaques do basquetebol dos anos 1960. Apesar da minha altura (ou minha “desaltura”, como diria Lewis Carrol, pai da Alice), eu jogava na quadra do Colégio do Carmo (absurdamente extinto, ou assassinado) e na quadra do Júlio Cézar, na Quintino Bocaiúva, onde hoje está a Federação das Indústrias.
Sob o comando do “seu” Castro, tínhamos nossos ídolos: Dizé, Haroldinho e por aí, que a memória já dá seus curtos-circuitos, apagando fatos e acontecimentos, mas sem conseguir destruir o que sentimos de mais íntimo pelas pessoas, como o Nelson.
Com afeto.
