O eterno amigo de Charlie Brown
Benito di Paula se foi deixando um perfume de nostalgia e delicadeza. Foi assim que a semana começou pra mim, com a notícia e postagens em homenagem ao “amigo do Charlie Brown”.
Um conteúdo, em especial, me enterneceu. Em um vídeo, a turma de Charlie Brown, o tutor do cachorrinho Snoopy, das tirinhas de Peanuts, do cartunista Charles Schulz, se reúne em torno de Benito, ao piano, cantando a inesquecível “Charlie Brown”
A canção foi composta por Benito di Paula, imaginando como seria se o garotinho Charlie Brown viesse ao Brasil. Na música, Benito canta algumas das maravilhas nacionais para fazer o tímido e melancólico Charlie Brown conhecer o calor do povo brasileiro.
Charlie Brown foi e continua sendo uma espécie de alter ego de muitos leitores das tirinhas de Schulz. Eles se identificam com a sensibilidade exacerbada do garoto Charlie, ansioso, desafortunado e inseguro, incapaz de se aproximar de sua amada “garotinha ruiva”
Benito di Paula morava em uma pensão, longe da família, quando compôs a música/ convite para o garotinho que sentia não ter lugar no mundo, como nos versos de Fernando Pessoa. Benito tinha um pouco de Charlie Brown quando resolveu ser seu amigo e imaginar lhe guiando, em uma visita pelo Brasil.
Tanto Benito quanto Charlie Brown são as personificações de outra canção apoteótica de Benito: “O amor que eu tenho guardado no peito me faz ser alegre, sofrido e carente…”Benito di Paula foi morar no infinito. Embalado nas asas de sua inspiração. E lá, com certeza, encontrou toda a turma de Charlie Brown a lhe provar que ele foi mesmo sonho, foi terra, sol e sentimento aberto.
