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Pede pra sair: Alexandre de Moraes, o ministro mais arrogante e autoritário da história do STF, arrumou um inimigo à altura.

Com o seu comportamento desarrazoado, pesquisa recente revela que ministro é rejeitado por cerca de dois terços da população adulta nacional.

Em matéria de interpretação da Constituição Federal de 1988, ele se acha uma vestal quanto à “pureza” das suas decisões. 

Para além de se comportar como tal, é um carreirista daqueles que inclui até palestra de culinária e corte e costura no seu curriculum vitae, vez que delas tenha participado, ainda que não como advogado e/ou em postos e funções derivadas da atividade.

New Big Stick

Epítome do comportamento arrogante de acadêmicos deslumbrados advindos no Largo de São Francisco, sede da mítica Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), o “dono da verdade” Alexandre de Moraes sentiu a porrada, o “Big Stick”, que Donald Trump, o demagogo e populista presidente norteamericano, lhe desferiu na manhã desta quarta-feira, 30 de julho.

Lei Magnitsky

A lei foi criada em 2012 com o objetivo de punir autoridades russas num tributo ao advogado Sergei Magnitsky, assassinado em 2009 numa prisão daquele país após denunciar casos de corrupção. 

Por meio da sua aplicação, o governo dos EUA é autorizado a bloquear contas bancárias, bens materiais e outros recursos financeiros de estrangeiros em geral, ao tempo em que também proíbe a entrada deles - de qualquer nacionalidade -, em solo americano. 

O escopo da lei foi ampliado em 2016 para todos os países. Tudo sob o fundamento jurídico de acusações de corrupção ou, como no caso de Moraes, pela violação dos direitos humanos. 

Seu texto aborda execuções extrajudiciais, prisões arbitrárias e casos de tortura contra pessoas que denunciam autoridades.

Neste 2025, a Lei Magnitsky pegou o ministro que se comporta de forma tirânica e imperial desde que assumiu uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF), em 2017, após a morte do ministro Teori Zavascki numa queda de avião. 

Controverso, Moraes teve seu visto revogado e não poderá ter qualquer vínculo comercial com residentes ou turistas em solo americano. Com a sanção, suas contas poderão sofrer bloqueios até no território brasileiro. Cartões de crédito de bandeira americana?, esquece. E não para por aí.

Bicho pegou

Sob seus efeitos em relação ao tirano do STF, o governo americano, por meio da Secretaria do Tesouro, pasta análoga ao Ministério da Fazenda pátrio, disponibilizou a íntegra do Comunicado Oficial, o documento do OFAC, órgão oficial com a lista de sanções que lhe foram impostas e a citação ao magistrado.

Ególatra e deslumbrado com o próprio poder e alcance das suas decisões arbitrárias, com a sua inclusão na lei, Alexandre de Moraes se junta a um ditador do jaez de Nicolás Maduro, genocidas, torturadores e assassinos da pior espécie.

Sociedade se manifesta 

Somente pelo seu comportamento no cargo, no Brasil de Rui Barbosa, Pontes de Miranda, Sobral Pinto, Evandro Lins e Silva e tantos outros juristas brilhantes e dotados de autoridade moral, o sancionado Alexandre de Moraes não tem estofo para escrever sequer um prefácio em homenagem a qualquer desses vultos históricos.

Arbitrário

Dentre tantas decisões pra lá de controvertidas desde a sua posse no STF, o ministro censurou uma revista pelo simples fato da publicação ter citado trecho de uma delação premiada que citava Dias Toffoli, outro ministro que envergonha a Corte Suprema nacional, impedindo, sequer, que seus editores e representantes legais tivessem acesso ao processo em tela.

Primeiro juiz de um país dito democrático atingido pela lei, Moraes já sentenciou opositores sem julgamento, censurou redes sociais, bloqueou contas bancárias com apenas um despacho; condenou uma mulher a 14 anos de prisão por usar um batom para escrever numa estátua, mandou prender idosos por estarem em Brasília no 08/01/23, se comportou como acusador, julgador e sentenciador, arbitrando e extrapolando suas competências constitucionais e decisões sem revisões, contraditório e, ainda, foi capaz de censurar um documentário antes da estreia num país que condenou humorista por dizer uma piada.

Na outra ponta, tem atuado de forma implacável e  altamente controvertida em relação às punições que estabeleceu ao ex-presidente Jair Bolsonaro, vez que se compare essas decisões com o tratamento dispensado ao atual presidente e "descondenado" Lula da Silva. 

Sobre essas últimas decisões, profissionais como o jornalista e presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL), Merval Pereira, se manifestaram publicamente a respeito. Outro crítico do ex-presidente, o economista Alexandre Schwartsman, também registrou sua opinião contrária. 

Como eles, diversas personalidades que atuam no judiciário, bem como outras vozes reconhecidas pela moderação também já mostraram suas opiniões antípodas à postura do agora sancionado. 

Num país partido pelo fosso ideológico, pesquisa recente retrata uma Corte Suprema rejeitada por quase dois terços de entrevistados. E personagens como Moras, Gilmar Mendes e Dias Toffoli encabeçam essa contrariedade.

Cotoco

Como mais uma prova do seu comportamento imperial e desprovido de decoro ou liturgia ao cargo (vitalício) que ora ocupa, o corintiano Moraes, na noite da data em que fora incluído na infame lista de sancionados pela Magnitsky, após receber apupos no jogo da Copa do Brasil, reagiu fazendo o gesto vulgar e obsceno popularmente conhecido como cotoco.   

Se Bolsonaro, Lula ou Trump não estão à altura dos cargos executivos para os quais foram eleitos democraticamente, Alexandre de Moraes jamais poderia estar na Corte Suprema do País.

Com o seu comportamento desarrazoado, o ministro não representa dois terços da população adulta nacional. Onde este signatário se encontra de forma categórica. 

Já vai tarde

Como o clientelista e fisiológico presidente do Senado Davi Alcolumbre tem-se demonstrado mais interessado em derrubar o atual ministro das Minas e Energia e ver nomeados seus indicados naquela e outras áreas, sem povo na rua, melhor esquecer um basta ao magistrado via impeachment naquela Casa.

Dito isso, um “pede pra sair”e “já vai tarde” urgem necessários.


Crédito imagem: reprodução redes sociais





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Toni Remigio
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