#

Sobre o poder encantador de Céu de Santo Amaro

Hoje, excepcionalmente, não quero falar sobre futebol. Quero exaltar os poderes transcendentais da música. Especificamente uma: “Céu de Santo Amaro". Famosa nas vozes de Flávio Venturini e Caetano, ela é muito usada em casamentos, mas foi dentro de um ônibus, nesta quarta-feira, que a canção sacramentou nossa paixão.

Desde a primeira vez na qual a ouvi, em uma novela global, fiquei irremediavelmente encantada pela canção. A melodia, baseada no Arioso da Cantata 156, de J.S. Bach, celebra o amor sereno, a saudade e a beleza, frequentemente associada à Santo Amaro da Purificação, terra natal de Caetano Veloso, na Bahia.

“Céu de Santo Amaro” conecta o divino, o Cosmos, com a paixão romântica, aliando a sofisticação de uma melodia de Bach à simplicidade e lirismo da MPB. E foi dentro de um Pedreira-Lomas lotado, numa manhã causticante de sol, que ela, novamente, me fez suar pelos olhos. Quando Caetano entra na canção, dizendo : “Meu amor, quero você com a alegria de um pássaro em busca de outro verão”, eu fecho os olhos e consigo viver todos os amores que tive, e os quais ainda sonho ter, nesta, em outras vidas. Sim, todo amor é sagrado, já disse Beto Guedes.


Este texto é sobre o parar a rotina ensandecida, tomada pelas redes sociais e bombardeio de informações e estímulos, e prestar atenção na vida que pulsa fora das telas. Ela é bonita, é bonita e é bonita, e frequentemente nos inebria em forma de canção.




YouTube - @podcastdoamazonico
Instagram - @doamazonico
Facebook - O Amazônico
Toni Remigio
Fale conosco:
E-mail: contato@oamazonico.com.br
WhatsApp - Telegram: 91 98537-3356

Back to top button
Voltar para o topo