Além da queda, o possível coice do leão
Senhores, o pior jogo do Paysandu é sempre o próximo. Começo este texto com a saudação tradicional ( “senhores), do genial Nelson Rodrigues, em suas crônicas de futebol, para tentar trazer um pouco de beleza a estas chorosas linhas. Ser Paysandu vem sendo desesperador!?
No jogo desta terça-feira, o time bicolor continuou morno, e com limitações explícitas. A derrota para o Botafogo veio no final, provando que não há nada tão ruim que não possa piorar.
Para completar o roteiro macabro do iminente rebaixamento bicolor, o próximo jogo será o RexPa. Teoricamente, o rival deverá jogar a pá de cal no moribundo Paysandu.
O Remo vem embalado, depois da chegada do técnico Guto Ferreira e sua liderança transformadora. Existe a chance do improvável e o Paysandu tomar as rédeas do jogo? Claro, mas, convenhamos, são remotas.
E para o RexPa de terça, o time bicolor ainda corre o risco de perder uma das poucas, se não for a única, cabeça pensante da equipe: Mauricio Garcez.
E pensar que, mesmo com esse time sofrível, o Paysandu ainda aparece com a quarta melhor média de publico da série B. Mais de 11 mil heróicos torcedores vêm aparecendo a cada jogo, em uma comovente prova de amor ao time.
É, senhores, a formalização do rebaixamento à série C é questão de dias. Somente Nossa Senhora de Nazaré e os deuses do futebol podem proporcionar um milagre. Nazinha do céu, rogai por nós, bicolores.
