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Presidente do STF, ministro Edson Fachin tira acusações de Moraes contra Mendonça do Inquérito das Fake News

Inquérito completou sete anos em 2026

Da Redação



 O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, retirou nesta sexta-feira, 04, o pedido do ministro Alexandre de Moraes para investigar o colega André Mendonça no escopo do Inquérito das Fake News.


Mendonça tinha submetido o caso à presidência. No mesmo despacho, Fachin dera 5 (cinco) dias úteis para ele, Mendonça, e o procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, para que ambos elaborem um parecer sobre as alegações de Alexandre de Moraes contra o colega.

Fim do mundo
O Inquérito das Fake News, também conhecido como “inquérito do fim do mundo”, posto que é nunca acaba e nada se sabe sobre o que abranje, bem como considerado teratológico por dezenas de correntes à esquerda e à direita no direito do país, completou, em 2026, sete anos.

Alvo frequente de críticas pela demora em se encerrar o caso e por acusações de supostas violações à liberdade de expressão, até agora seu relator, Alexandre de Moraes, pouco se lixou para os reclames.

Como corre em sigilo desde sua instauração, fica impossível saber quantos são ao todo investigados nele, e por quais crimes são acusados. Após sucessivas prorrogações, a investigação segue aberta por prazo indefinido. 


Alegações
Para Moraes, ao determinar investigações nos casos das mensagens de Daniel Vorcaro, do Banco Master, Mendonça favoreceu determinados grupos políticos. O magistrado o acusa de usurpação da direção das investigações das autoridades policiais.


O ministro ainda diz que o colega conduziu irregularmente as tratativas de eventual colaboração premiada de Daniel Vorcaro, com direcionamento de determinados alvos para investigação (ministro Alexandre de Moraes e senador Davi Alcolumbre), por motivos pessoais e políticos, inclusive com a indicação prévia de medidas cautelares a serem apresentadas pela Polícia Federal (PF).


Sem valor probatório
Ao fazer as acusações contra o colega André Mendonça, o ministro Alexandre de Moraes se baseou em um relatório de inteligência da Polícia Federal (PF) sem valor probatório.


O documento da corporação classifica suas próprias análises com grau de confiança “baixo” ou “moderado”, mas, na decisão de Moraes, tais hipóteses foram tratadas como fatos consumados na conduta do magistrado.








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Toni Remigio
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