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Sobre os meninos da Curuzu

“Eu acredito é na rapaziada

Que segue em frente e segura o rojão

Eu ponho fé é na fé da moçada

Que não foge da fera e enfrenta o leão…”  

No dia seguinte ao RexPa, passei o dia com esta música, do Gonzaguinha, na cabeça. Ela era a mais completa tradução do que foi o time do Paysandu durante o clássico. Mesmo com um jogador a menos desde o primeiro tempo, no qual foi explicitamente superior,     a garotada bicolor segurou o rojão,  e o empate com o milionário rival, com um jogador a mais, foi motivo de orgulho.

“Não gostamos de jogador "cansado". Prefiro trabalhar com o menino da base, que é sonhador e tem objetivos, do que com alguém que venha cheio de saco de ser cobrado para cumprir função defensiva. O clube está com o orçamento limitado e eu gosto disso, porque consigo dar oportunidade para jovens que queiram vencer na vida”, afirmou, há semanas, o treinador do Paysandu, Júnior Rocha.  E durante o Rex Pa, a garotada correspondeu à confiança do técnico e parecia ir à bola como quem avança, faminto, em um prato de comida.

O volante Cauã Libonati é o símbolo do que representou esse clássico para a garotada da base bicolor. Ele não estava relacionado para a partida até às 23h da véspera. Foi quando recebeu a ligação do diretor e, com as mãos trêmulas, a poucas horas do jogo, soube que iria *estrear no profissional” logo em um RexPa!! 

Cauã fez bonito, se agigantou em campo e desabou em lágrimas de felicidade ao final do jogo. O sonho de disputar um RexPa como profissional e honrado a camisa, era uma realidade. Na entrevista pós-jogo, Libonati disparou a frase mais bonita que ouvi durante os últimos anos, da boca de um jogador de futebol: “a torcida pode acreditar que quando entro em campo, eu sou também um torcedor”

Assim como Libonati, Henrico, Thalyson, Rinkel  também viraram lobinhos furiosos para fazerem seus nomes no clássico. Mas veio o jogo desta quarta-feira, contra o Cametá, e a derrota bicolor na terra do mapará. O Paysandu esteve muito abaixo do esperado.  Os meninos da base bicolor são arrojados, talentosos, têm uma baita vontade de vencer, mas estão sujeitos às intempéries da idade, à empolgação por um jogo, à montanha-russa emocional. Paciência é a última das virtudes esperadas de um torcedor de futebol, mas ela é primordial nesse momento.


 Créditos das imagens: Reprodução rede social e Talita Gouveia




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Toni Remigio
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