Time milionário x time operário
Senhores, o RexPa deste domingo define o campeão paraense de 2026 com papéis bem definidos. Com uma folha salarial 5 vezes maior do que a do rival, o Remo chega com um time “milionário”.
Mas, do outro lado, o time bicolor, no primeiro RexPa da decisão, foi a mais completa tradução do time de guerreiros. O técnico Júnior Rocha já parece ter a equipe na mão e faz o Paysandu jogar de forma aplicada. Marcação sob pressão, consciente e ordenada, com saídas em velocidade para o ataque.
E o que mais me chamou atenção na equipe bicolor foi o vigor, a tal determinação. O Paysandu marcou o Remo como um faminto disputa um prato de comida. E a boa fase da garotada da base bicolor merece um texto à parte. Somente se, por acaso, o título vier…
Mas o Clube do Remo, o time milionário, está vivo e faminto por vingança da derrota no primeiro jogo! Sabemos o quanto uma mudança de técnico motiva uma equipe. Principalmente quando o trabalho do ex-treinador já era considerado o principal motivo pelo seu insucesso.
O Remo vem com a faca nos dentes, e disposto a mostrar que o título paraense, e ficar apenas a uma conquista estadual do rival, é importante, sim! Não costumo fazer nenhum tipo de previsão em relação a qualquer RexPa, mas nesse arrisco afirmar que o Leão de Antônio Baena irá voltar a mostrar o espírito bravo de rei da selva, dentro de campo.
Se essa virada de chave no time azulino será capaz de levá-lo ao título, é impossível arriscar a profecia. A única certeza é a de que esse é o RexPa mais interessante dos últimos tempos. Sorte de quem vai assistir e , principalmente, sair do Mangueirão com a faixa de Campeão Paraense 2026.
