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Um título ou uma reconciliação histórica?

Texto escrito por Bruno Malheiro 

“Paysandu campeão pela quinquagésima primeira vez! Nada de novo sob a chuva do inverno amazônico, certo? 

Errado! 

Há momentos na história que as coisas precisam conspirar a seu favor para você entender quem você é! Essa é a minha definição para o título 51 de campeão paraense do Paysandu!

Uma rápida retrospectiva: em 2025 formos rebaixados para a série C do futebol brasileiro fazendo 28 contratações ao longo do ano! Mesmo assim tivemos a quarta maior média de público do campeonato da série B, o que já demonstrava onde está o que nos somos! 

O ano de 2026 começa. Time sem grana, o que é, sem dúvida, desesperador no mundo do futebol absolutamente controlado por dinheiro.

Mas 14 moleques da base no elenco principal foi a aposta para mudar a história! 

Confesso que fazia muito tempo que eu não via tanta gente identificada com o clube vestindo o manto azul e branco! Hoje temos: atletas pulsando na mesma energia da torcida, temos essa energia transformada em entrega e vontade em campo. 

Mas o mais fundamental: temos a exata sensação que a nossa grandeza não está distante, está em nós, em cada um que é apaixonado por esse clube! 

Nossa força somos nós! 

Lógico que uma diretoria que dá suporte a esses meninos, a contratação de atletas de fora que estejam querendo algo maior nesse exato momento de suas carreiras, e um treinador que sabe entender os jogos e pressiona quando tem que pressionar, recua quando tem que recuar, também é necessário. 

Mas os 14 meninos lá dentro são como fios de uma conexão energética com a nossa alma! São os nossos pés alados que embelezam nosso escudo! Assim como Hermes só conseguia transitar entre o Olimpo (o mundo dos deuses), a Terra (o mundo dos homens) e o Hades(o mundo dos mortos) por ter pés alados, nós só conseguimos unir o Olimpo bicolor (nossas glórias e ídolos), a Terra ( a força da torcida) e o Hades ( as raizes ancestrais populares desse clube) se em campo tivemos nossos meninos alados!

Eles tornaram essa alma protagonista no título, no clube… não só porque eles também são torcedores, mas porque sentem exatamente o que sentimos e levaram esse sentimento pra dentro das quatro linhas! 

Em tempos que o futebol se rende ao dinheiro, em tempos que jogadores jogam no lixo sua identificação com clubes por um salário maior, a payxão ainda pulsa e mostra sua força! 

Ontem tivemos a exata noção que estar não define o que se é! Série C contra Série A, meninos da base contra a cavalaria milionária. Nenhuma dessas hierarquias se sustentou! Vencemos, porque entendemos que nossa grandeza não está na série que estamos ou no tamanho das contratações que fazemos, vencemos porque fomos nós mesmos, e isso é imenso, é gigante, é Paysandu!”



Créditos da imagem: Redes sociais e Reprodução de pôster encartado em O Liberal, edição de 09/03/26




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Toni Remigio
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